Publicidade

Publicidade

13/08/2014 - 20:30

Para que a gente serve mesmo?

Compartilhe: Twitter

Olá Mari,

Tenho um terreno de 28×130 com uma declividade de +/- 4 ou 5 metros(eu acho)!!

Gostaríamos de construir uma casa de fim de semana. Pensamos em construir em blocos isolados. Assim poderíamos ir construindo em etapas.

Nossa ideia é: A casa principal com sala/cozinha integrada, 3 suites e uma varanda em toda a extensão da sala e quartos. Uma area de serviço/lavanderia.

Um segundo bloco com 3 quartos e banheiros para hospedes.

E um terceiro bloco de lazer com piscina e edicula com churrasqueira, sauna,…

Pensamos em fazer uma casa simples, rustica. Com pouca alvenaria, com madeira e vidro. Privilegiando a paiagem com muito verde.

Devido a inclinação do terreno pensamos a principio em fazer 3 platos de 20m no terreno e deixar na frente da casa principal uma area de chegada e estacionamento para carros.
Meu marido não é muito favorável a trabalhos de terraplanagem, com medo que no futuro possamos ter problemas com a movimentação do solo.

O que voce acha disso tudo? Qual dicas pode nos dar?

Agradeço desde já.

Att,
Claudia

 

Olá Claudia, como o seu marido também não sou a favor de grandes trabalhos de terraplenagem, e neste terreno a declividade esta muito baixa, menos de 1% se as medidas que você passou são estas mesmo.

Dividir o terreno em platos iguais me parece dar um ar de implantação muito ordenada e cartesiana, então na hora de discutir com seu arquiteto, afinal o arquiteto além dos projetos das casas também estuda a viabilidade da implantação no terreno, você deve passar este programa de modulação de espaços e balizar um cronograma de obras para uma obra não venha atrapalhar uma etapa já concluída.

Planejamento é a chave para seu empreendimento!Obra em etapas é muito interessante, mas deve partir de um estudo global onde se imagina no futuro todo o projeto 100% construído. Chamamos isso de MASTER PLAN.

Neste plano estará projetado como serão feitas as obras, sem danificar as partes já concluídas, as circulações entre as construções, as áreas ajardinadas e plantio de árvores.

Após este estudo é que se inicia propriamente os projetos das casas.

Materiais naturais e que estejam de fácil acesso na região da obra devem ser priorizados , assim como uso inteligente e racional dos recursos naturais como água e sol.

Dica importante para seu plano, pense junto com seu arquiteto e levante estas questões, pois por mais belos que sejam os acabamentos escolhidos depois, nada vai corrigir uma implantação errada, uma solução energética errada, um estudo de conforto errado ou ausente.

Ajudei??

 

TRENDIR

TRENDIR

HOME DESIGN DSGN

HOME DESIGN DSGN

DECOIST

DECOIST

Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, dicas, pergunte que respondo, vida de arquiteto Tags: , , , , , ,
23/03/2010 - 19:16

Podemos dar uma pequena contribuição para nossa cidade

Compartilhe: Twitter

Para quem precisa fazer uma garagem no seu jardim, térreo de prédio, ou pavimentar um grande espaço do seu quintal, calçadas, garagens e precisa manter a permeabilidade do solo chegaram novidades bonitas e práticas para revestir estes pisos.Ideal para a pessoa que não quer pisar em pisos enlameados por falta de sol, mas não pode e não quer impermeabilizar totalmente o solo.

Estes produtos que já foram testados garantem esta qualidade que cada vez mais, numa cidade como São Paulo, devia ser obrigatoriamente um dever de todos nós.Afinal, nosso solo das grandes cidades estão tão impermeabilizados que toda a água que cai vai logo para as ruas, bueiros e rios e daí, é um pulo para as enchentes cada vez maiores.

Buscar produtos com esta vertente é altamente indicado!

lançamento da SOLARIUM

Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, condominios, construção, dicas, fornecedores para obra, sustentabilidade Tags: , , , , , ,
03/11/2009 - 16:52

Log home ou Casa de tora

Compartilhe: Twitter

Não achei o local para perguntas e dúvida por isso estou postando aqui.
Fiz um quarto TV para as crianças com toras de eucalipto, uma cima da outra criando paredes. O que usar para vedar as frestas grandes que ficaram entre uma tora e outra?

Olá Luciano.Atualmente, os movimentos ambientalistas e a conscientização popular sobre a finitude dos

recursos naturais pressionam para que as atividades na construção civil adotem soluções e

critérios construtivos menos impactantes, que garantam o manejo e o uso das edificações

alicerçadas em bases conceituais sustentáveis.Então é muito válido fazer uma cosntrução neste sentido, mesmo que seja pequena!

Untitled-2

Entre as espécies de reflorestamento cultivadas, o eucalipto é um gênero de rápido

crescimento, com boa aparência, características físicas e mecânicas razoáveis e com

condição de melhoramento, facilitando o seu uso como matéria‐prima alternativa no

mercado madeireiro. No âmbito da construção civil, o eucalipto é amplamente utilizado de

forma transitória (escoras, formas e andaimes), na execução de obras de engenharia em

geral (pontes, pórticos, etc.) e em edificações comerciais e residenciais, na forma roliça,

serrada ou laminada e colada.

 

Abaixo algumas dicas importantíssimas para quem está pensando em construir em madeira toda a casa que pesquisei em  dissertações de Cristina Steiner e Emanuella Sossai Altoé

ÁREAS CRÍTICAS – MEDIDAS PREVENTIVAS

Elementos estruturais dos pisos

térreos das edificaçõesUtilizar fundações de concreto tipo sapata corrida, com o piso elevado do

solo, provendo drenagem superficial ao redor da edificação.

Untitled-1 

Locais enclausurados, úmidos e

mal arejados, exemplo: espaço entre barroteamento

Propiciar ventilação do espaço entre o barroteamento e o solo, com o

envenenamento do solo.

Untitled-5

Untitled-6

Canalizações de água e esgoto

fixos na madeira

Propiciar o acesso fácil a rede de água e esgoto. Não deixar a madeira em

contato com a umidade, colocando uma interface de material impermeável.

Untitled-3

Batentes de portas e janelas em

contato com paredes úmidas

Impermeabilização, emprego de espécies mais resistentes e proteção de

pintura a óleo.

 

Tacos, assoalhos, assentados

sobre pisos em que a água do solo tenha acesso por capilaridade

Impermeabilização do contra‐piso em argamassa e a utilização de sarrafos

de fixação com pintura impermeável, deixando espaços entre a última

tábua do assoalho e a parede.

Untitled-4

Peças de madeira em áreas

úmidas como cozinha e banheiro.Receber revestimentos impermeáveis, tais como: tinta esmalte e tinta óleo,

tomando‐se cuidado nas extremidades das peças.

 

Lambris externos

Distanciamento mínimo recomendado do solo de 30 cm. Quando se trata

de dois pisos a transição dos lambris externos verticais deve receber

proteção metálica fazendo o papel de pingadeira. Emenda de topo dos

lambris devem sempre deixar espaço na sua junta.

 

Elementos estruturais em

contato direto com o solo ou embutido em concreto

Tratamento por processo de impregnação pressurizada. Sugere‐se que o

concreto não seja impermeabilizado, pois normalmente na sua interface

surgem frestas que permitirão infiltrações de águas de chuva. É importante

garantir a drenagem do concreto. Uma solução é utilizar dispositivo

metálico deixando a extremidade do pilar ventilado.

 

Peças de telhados, próximas a

rufos, calhas e telhas.

Devem receber atenção especial no seu detalhamento e as peças que

ficarão em contato direto com as telhas devem receber tratamento

químico, além de adotar medidas visando facilitar a substituição das

mesmas.

Os topos expostos das peças de madeira da cobertura (caibros,

terças) absorvem umidade com maior facilidade.

Untitled-7

Detalhes construtivos para proteger estas extremidades; corte em ângulo

reto das extremidades dos caibros; colocação de peças como testeira que

evitam a exposição direta das extremidades possibilitar maior rigidez do

beiral.

 

Fendas, juntas e áreas ao redor de conectores como parafusos,

pregos, etc.

Além do desenho, pode‐se fazer uso de borracha como espaçadores de

maneira para não permitir a permanência de água.

Soleira inferior do diafragma e os topos inferiores dos

montantes verticais.

Necessitam de cuidados em relação à umidade do solo. Os usuários devem

receber uma orientação sobre a prática de limpeza interna da edificação,

como não lavar o piso por exemplo. Caso o piso for cerâmico, o rodapé

deve ser do mesmo material cerâmico (10 cm).

  

 

 

 

 todas as imagens pertencem a:

http://www.fapes.es.gov.br/publicacoes/anexos/3-01/69/dissertacao_final.pdf

 

 

 

O Tratamento das frestas existentes em peças internas  como foi citado pelo internauta podem ser seladas com mastique, produto espanhol à base de silicone,

que além de resgatar a estanqueidade da tora, possui como vantagem estética o tom

aproximado à cor da madeira (figura 100).

Segundo informações cedidas pela empresa responsável o produto utilizado por ela

 

 

apresenta bom desempenho, mas não é encontrado no país. Quando não é feita a aquisição,

dependendo da situação de uso, utilizam o silicone transparente que, apesar de não

proporcionar um efeito estético favorável, mantém a estanqueidade da peça.

 

Untitled-9

 

 Figura 100 – Peça com a utilização de mastique

Autor: - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , , ,
15/10/2009 - 19:38

Construção mais sustentável em terrenos em declive

Compartilhe: Twitter

Olá, me interessei no tópico, pois tenho um terreno em declive e sempre achei que aterrar é desperdício de espaço e dinheiro. Penso em fazer uma edícula com possibilidade de expansão para ser a casa principal. É um terreno de 12X32m (384m²) com declive de 1,70, onde pretendo fazer quartos em baixo e uma cozinha conjugada com área para churrasco acima deles.

Uma dúvida é: a impossibilidade de fazer banheiros abaixo do nível da rua não torna os quartos “antipráticos” principalmente à noite? Outra ideia que tenho é a de fazer uma casa o mais próximo possível do ecologicamente correto, com cisternas que acumulem água das chuvas e utilizar tijolos de solocimento. O que me sugeriria?
Obrigado.
Érico, Ilha Solteira – SP

 

Olá Érico, legal que tenha se interessado, realmente é difícil fazer o convencimento do cliente que adora aterrar terrenos em declive para ter uma casa alta e imponente!! Mais fácil seria se comprasse logo um terreno em aclive!

Bom é um belo lote este seu, mas não entendi a impossibilidade de fazer banheiros abaixo da rua? Seu esgoto e águas pluviais não descem para o lote de baixo em sistema de servidão? Quartos sem banheiros realemente NÃO dá! Olha como seu declive é pequeno! Os casos que citei anteriormente são para terrenos com 3 m de declive ou mais.

IM1

Construção ecológica se baseia em muitos aspectos, você pode ter partes ecológicas e outras não. Não adianta muito construir em solo cimento se para vir o material até a obra, irão ser consumidos fretes e  diesel para ser transportados. O melhor material é aquele que poderá ser feito no local, se a terra é boa pode ser feito em solo cimento, se tiver pedras, usar as pedras, e respectivamente com outros materiais nativos. E sobre armazenamento de água é uma ótima pedida, gera um investimento alto no começo mas costuma se pagar ao longo de 5 a 10 anos.

Veja algumas dicas de solo cimento:

00124_01
“O solo-cimento é um material obtido através da mistura homogênea de solo, cimento e água, em proporções adequadas e que, após compactação e cura úmida, resulta num produto com características de durabilidade e resistências mecânicas definidas.

Este material de construção vem suprir boa parte das necessidades de instalações econômicas na maioria das regiões rurais e suburbanas no Brasil.

O uso do solo-cimento no Brasil vem, desde 1948, ajudando na satisfação de tais necessidades, encontrando-se hoje já bastante difundido.

A presente comunicação relata aspectos técnico-econômico-sociais de alguns anos de trabalho com esta modalidade de construção na CEPLAC/EMARC-UR.

Nesses quase 25 anos de experiência na região cacaueira, destacam-se obras no meio rural e urbano, em particular a construção de uma creche com 1.240 m2 em Juçari-Ba, sendo a segunda maior obra de solo-cimento no Brasil.

A tecnologia do solo-cimento é aplicada às construções das populações de baixa renda e foi introduzida na comunidade da região cacaueira porque tem como benefícios: a economia de tempo e material, bem como facilidade de execução atendendo a segmentos da população na faixa de pobreza, como é o caso dos “sem-terra”, permitindo o uso de mutirões.

CAMPO DE APLICAÇÃO

A principal aplicação do solo-cimento em habitações populares no meio urbano é a construção de paredes monolíticas.

Por afinidade, seu emprego pode ser estendido para construções de casas, depósitos, galpões, aviários, armazéns, etc.

O solo-cimento pode ainda ser empregado na construção de fundações, pisos, passeios, muros de contenções, barragens e blocos prensados.

VANTAGENS

O solo-cimento vem se consagrando como tecnologia alternativa por oferecer o principal componente da mistura – o solo – em abundância na natureza e geralmente disponível no local da obra ou próxima a ela.

O processo construtivo do solo-cimento é muito simples, podendo ser rapidamente assimilado por mão-de-obra não qualificada.

Apresenta boas condições de conforto, comparáveis às construções de alvenarias de tijolos cerâmicos, não oferecendo condições para instalações e proliferações de insetos nocivos à saúde pública, atendendo às condições mínimas de habitabilidade.

É um material de boa resistência e perfeita impermeabilidade, resistindo ao desgaste do tempo e à umidade, facilitando a sua conservação.

A aplicação do chapisco, emboço e reboco são dispensáveis, devido ao acabamento liso das paredes monolíticas, em virtude da perfeição das faces (paredes) prensadas e a impermeabilidade do material, necessitando aplicar uma simples pintura com tinta à base de cimento, aumentando mais a sua impermeabilidade, assim como o aspecto visual, conforto e higiene.

SOLO-CIMENTO – MATERIAIS CONSTITUINTES

SOLO

Os solos adequados são os chamados solos arenosos, ou seja, aqueles que apresentam uma quantidade de areia na faixa de 60% a 80% da massa total da amostra considerada. 

Quando este tipo de solo não for encontrado, pode-se fazer uma correção granulométrica no solo encontrado (70% de areia e 30% de silte e argila), misturando uniformemente e peneirados, obtendo-se o mesmo resultado.

Nas misturas usuais, as quantidades variam na faixa de 12 a15 partes de cimento para 100 partes de solo seco, em massa, o que corresponde, em média, à proporção cimento:solo. Desta maneira, é facilmente notada a importância que a escolha de um solo adequado representa para a produção de um solo-cimento com qualidade.

Na obtenção do solo, para grande volume de obras, a dosagem do cimento deve ser determinada em laboratório, atendendo não só a qualidade final, mas também à economia, pois um traço exageradamente rico em cimento poderia comprometer a construção.

Escolhido o material e determinada a dosagem (traço), o construtor prepara a mistura de forma semelhante a que se faz para outras argamassas.

Quando o volume de obras é pequeno, existem testes para a avaliação das características granulométricas de um solo. Alguns deles são feitos, como o Teste da garrafa e o da Retração do solo.

PREPARO DA MISTURA

Deverá ser feito o peneiramento do solo numa malha ABNT de 4,8mm. Esta operação tem por função promover a pulverização do material, sendo o resíduo destorroado e, então, repeneirado. Deverão ser descartados apenas aqueles pedregulhos maiores que a abertura da malha.

O solo é espalhado em uma superfície lisa (bandeja de madeira ou chão batido), devidamente peneirado. Adiciona-se o cimento e faz-se a mistura até obter uma coloração uniforme ao longo de toda a massa. Logo após, coloca-se água em pequena quantidade, de preferência com o uso de regador com pequeno chuveiro adaptado, evitando a sua concentração em determinados pontos.

Na prática, a umidade da mistura é verificada através de procedimentos simplificados, baseados na coesão apresentada pela massa fresca. Quando a amostra está seca, não existe a formação de um bolo compacto, com marca nítida dos dedos em relevo, ao apertarmos na mão a massa de forma enérgica. Outro método complementar muito utilizado consiste em deixar cair o bolo formado, de uma altura aproximadamente um metro, sobre a superfície rígida. No impacto o bolo deverá se desmanchar, não formando uma massa única e compacta. Se houver excesso de água, a massa manterá úmida e rígida após o impacto, fato não desejável.

FERRAMENTAS NECESSÁRIAS

BÁSICAS: cavador, enxada, enxadete, pá, picareta, cordão de nylon, martelo, escala numérica, serrote, colher de pedreiro, balde, nível de bolha, mangueira de nível, esquadro, carro de mão, prumo, peneira, etc.

ESPECIAIS: forma para estaca de concreto, forma para compactação de parede com parafusos específicos.

COMENTÁRIOS FINAIS

As possibilidades de aplicação do solo-cimento na área rural e urbana estão longe de serem esgotadas.

Por ser um processo de fácil assimilação por qualquer pessoa, utilizando somente materiais locais, não necessitando de energia de qualquer natureza para sua produção, nem mesmo animal, a tecnologia do solo-cimento certamente se constitui no processo que permitirá uma verdadei-ra revolução nas construções rurais e urbanas brasileiras, pois associa um baixo custo a uma elevada qualidade.

A EMARC-URUÇUCA dispõe de informações específicas sobre as diferentes aplicações do solo-cimento, disponibilizando-se para fornecer maiores detalhes das técnicas construtivas.

*Eng°. Agrimensor, Técnico em Assuntos Educacionais (Escola Média de Agropecuária Regional da CEPLAC/EMARC – URUÇUCA – BAHIA).”

 

texto de:Efren de Moura Ferreira Filho

 É importante saber que na construção civil, o solo-cimento pode ser usado de quatro maneiras diferentes: em tijolos ou blocos, nos pisos e contrapisos, em paredes maciças e também ensacado. Vejamos:

Tijolos ou blocos — São produzidos manualmente ou em pequenas prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para se tornar muito resistentes e com excelente aspecto.

Paredes maciças – Técnica similar à taipa de pilão usada no período colonial. A a massa é compactada diretamente na forma montada no próprio local da parede, em camadas sucessivas, no sentido vertical, formando painéis inteiriços sem juntas horizontais.

Pavimentos — O solo-cimento também é compactado no local, com o auxílio de formas, mas em uma única camada. No final, o piso fica constituído por placas maciças, totalmente apoiadas no chão.

Ensacado – A mistura de solo-cimento, em formato de uma “farofa úmica”, é colocada em sacos que funcionam como formas. Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O resultado é similar à construção de muros de arrimo com matacões, isto é, como grandes blocos de pedra.

Autor: - Categoria(s): construção, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , , ,
01/07/2009 - 13:25

Sustentabilidade , esperamos que a moda pegue

Compartilhe: Twitter
Casa Cor 2009: Até que ponto a sustentabilidade é uma realidade nos projetos de interiores?

Que interessante o texto que recebi falando da sustentabilidade.Está tão na moda, que é preciso realmente entender um pouco do assunto antes de achar que usar madeira de demolição torna o projeto reciclável, ou outras materiais naturais…Não podemos nos enganar com este assunto tão sério.Hoje existem profissionais habilitados para nos dar consultorias nesta área, propondo que desde o início do projeto tudo seja pensado sustentavelmente, ou seja, tentar fazer uma edificação se SUSTENTE.É uma tarefa diifcílima, pois temos que quebrar paradigmas de custos um pouco mais altos inicialmente para implantação e a cara dos materiais que nem sempre são as mesmas.

O cliente tem que repensar seus gostos e orçamentos para dar o pontapé inicial num projeto “sustentável”.Existem certos graus de sustentabilidade.Por isso existem orgãos certificadores como o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que “pontua” produtos e edificações para estarem o mais perto possível de serem sustentáveis.Já existem no Brasil algumas edificações com o selo e alguns produtos também.O cliente deve estar atento na hora de comprar e especificar produtos que sejam ecologicamente corretos.Como por exemplo materiais de origem reciclada e recicláveis como piso laminado da DURAFLOOR ou tijolos de solo cimento que não são queimados e eliminam desperdício de material além de minimizar o tempo da obra.

Abaixo o texto do Nucleo de Decoração que merece nossa atenção:

“Tema central da Casa Cor 2009, a sustentabilidade ganha destaque nos projetos e na mídia. Mas até que ponto já é uma realidade no cotidiano dos Arquitetos e Designers de Interiores e seus clientes? Basta utilizar produtos ecologicamente corretos? O que torna um projeto sustentável?

O termo sustentabilidade aplicado à causa ambiental surgiu na década de 80 e se tornou um padrão seguido mundialmente. Uma comunidade é sustentável quando satisfaz plenamente suas necessidades de forma a preservar as condições para que as gerações futuras também o façam. Da mesma forma, as atividades processadas por agrupamentos humanos não podem interferir prejudicialmente nos ciclos de renovação da natureza e nem destruir esses recursos de forma a privar as gerações futuras de sua assistência.

Seguindo este conceito, para que um projeto possa (de fato) ser considerado sustentável, precisa ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito. Portanto, deve ter um conjunto de características, que vai além da simples utilização de produtos e materiais de origem certificada e cuja utilização não represente um risco ao meio ambiente.

Eventos como as mostras de decoração, que de alguma forma incentivam e mobilizam a população em torno de um futuro mais sustentável para o planeta representam um bom começo para uma arquitetura de interiores sustentável.

Empreendimentos enquadrados no conceito de sustentabilidade devem ser capazes de impactar positivamente os grupos humanos por ele afetados. Para isso, é preciso que a interligação entre esses imóveis (e seus interiores) e a qualidade de vida das pessoas afetadas possa ser observada através do uso racional dos recursos ambientais, o trato dos resíduos decorrentes da sua implantação e uso.

Ao dar preferência por produtos ecologicamente corretos e sistemas que utilizem de forma inteligente os recursos naturais, tanto o profissional, como os empresários e os clientes (população em geral) estarão contribuindo para a aplicação do conceito de sustentabilidade.

Mais que uma estratégia de marketing, a elaboração de projetos de interiores sustentáveis (ou o mais próximo possível do conceito) ainda é um desafio. Entre os principais entraves estão o custo de produtos e revestimentos, ainda elevado, e a aspectos culturais.

Aspectos importantes que definem um projeto sustentável:

– Não deve utilizar CFC ou HCFC no Ar condicionado ou outros equipamentos;
– Possuir um projeto de eficiência energética ou automação, de modo a utilizar a energia da forma mais racional e inteligente (se possível renovável);
– Proporcionará separação, armazenagem e coleta de recicláveis; uso de materiais sustentáveis para limpeza, operação e manutenção;
– Sistema de gerenciamento do lixo proveniente da construção;
– Oferecer a possibilidade de reaproveitamento e de redução do consumo de água potável.
– O imóvel não pode estar localizado em área contaminada ou próxima de mananciais; deve estar próximo de estações de trem ou metrô, incentivando o uso de transporte coletivo pelos moradores;
– O projeto paisagístico deve estar integrado ao habitat;
– Uso de tintas e vernizes, adesivos e selantes, carpetes e compensados com baixa emissão de COV;
– Iluminação natural

O Projeto Sustentabilidade na Prática foi criado pela Silva Porto Consultoria Ambiental com o objetivo de difundir o conceito de sustentabilidade entre as empresas e cidadãos. O Projeto se baseia na ideia de que temos que repensar nosso modo de viver e de produzir para alcançar o desenvolvimento sustentável.

A base do Projeto é o Método REPENSAR, onde são propostas oito ações básicas para quem quer praticar a sustentabilidade. As letras iniciais de cada ação são as que compõem a palavra REPENSA

Reduzir o consumo de recursos naturais e energia
Eliminar substâncias tóxicas e persistentes
Propagar o conceito de sustentabilidade
Empregar energia limpa
Notar a importância das pessoas
Substituir materiais virgens por materiais reciclados
Abolir o envio de resíduos para destinação final
Reutilizar e remanufaturar materiais, produtos e equipamentos

Exemplos na Casa Cor São Paulo 2009:

Helena Viscomi projetou o Loft Sustentável propondo soluções que possam minimizar as agressões ao meio ambiente, que vão desde a base estrutural em aço galvanizado até o fechamento das paredes internas, externas e telhas com placas de material reciclado. A iluminação em LED garante a redução do consumo de energia. Para piso, parede e móveis usou madeira de demolição. Ela instalou um sistema de aquecimento solar para água, instalou um reservatório, receptor de águas pluviais de pias e de drenagem de jardim, desta forma, todo o volume de água pode ser tratado e reutilizado para jardinagem e vasos sanitários.


 

 

 

Em toda a mostra, este é o único espaço totalmente sustentável, pautado para propor soluções de decoração e arquitetura que possam minimizar as agressões ao meio ambiente. Apesar disso, na visão dos jornalistas que participaram da eleição dos melhores projetos da mostra, o Refúgio do Navegador de Débora Aguiar, é o mais sustentável da mostra. Neste espaço, os móveis foram produzidos em madeira ecológica. A mesa de jantar, por exemplo, é produzida em tora reaproveitada e o aparador de madeira tem tampo de fibra natural.

 

 

Em praticamente todos os espaços é possível encontrar exemplos de uso de revestimentos, mobiliários e acessórios ecologicamente corretos. Pisos de madeira de demolição ou reaproveitamento de tacos, ou mesmo as cerâmicas da Lepri – produzidas com o reaproveitamento do vidro de lâmpadas fluorescentes são as principais apostas. Entre os móveis, os destaques são as fibras naturais e a madeira certificada. Produtos reciclados, como o plástico usado por Marcelo Faisal no Jardim da Criança (Casa Kids), e o porcelanato especificado por Jóia Bergamo para o Lobby Concierge (Casa Hotel) têm esta característica.”

 

Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, sustentabilidade Tags: , ,
Voltar ao topo