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06/05/2011 - 20:01

Soluções que valem o sossego

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Boa tarde! eu trabalho com massagem terapêutica, isto é , tenho uma uma estética e aqui não pode ter barulho ,pois as pessoas vem para relaxar e ao lado tem bastante barulho e o que poderia fazer para que nas cabines eu pudesse ter somente o som ambiente e desde ja agradeço pela sua atenção, que DEUS , te abençoe.

 

Olá Lucia, que bom que tem gente se importando com a acústica!

Aparentemente é fácil resolver seu problema, mas não sem uma intervenção de obra.Como eu já havia comentado o que isola ruído é uma combinação de massa ( tijolo, alvenaria, gesso) com espaço ou câmara de ar.Não tem como tentar isolar com divisórias simples de compensado.O ideal então , pois é mais rápido e menos sujeira em tese, seria você construir as divisórias em gesso acartonado duplo e rechear com lã de rocha.A espessura da parede vai ficar com mais ou menos 11cm, mas te garanto que vc terá uma alta porcentagem de ruído isolada.Notar se seu teto é de laje e seu piso também.Se seu piso for de madeira flutuante e seu forro de gesso ou placas de fibra mineral, pode ser que que os ruídos escapem por aí.Lembre da máxima bem simples da acústica, se entra ar entra barulho.

Autor: - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo, projetos comerciais Tags: , , ,
29/12/2009 - 18:24

Gesso ou Reboco?

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Bom dia !

Mariche, gostaria de saber se posso revestir as paredes internas da casa diretamente no bloco estrutural de cimento com gesso , ao invés do uso tradicional ( areia, cimento) , isso não dará problemas de umidade e conseqüentemente mofo nas paredes ?

 

Olá Fabiano, até onde sei a umidade da parede vem de fora ou de baixo ou cima, e não da parede em si.Não importa se você revestir em gesso ou reboco de cimento ela vai continuar caso já esteja lá.

Se você tiver uma parede bem aprumada e no esquadro o gesso pode cobrir com ótimos resultados as superfícies internas.A colocação do gesso trás muita economia de material e tempo, o grande cuidado que você deve ter é evitar 100% que tenha contato com umidade.

A fundação deverá ser bem impermeabilizada, não colocar em áreas molhadas como cozinha e banhos e cuidar para que os rodapés sejam altos de pelo menos 10cm para afastar a possibilidade de alguém quiser lavar com água os pisos e molhar as paredes!

Obviamente do lado externo da casa o ideal é usar revestimentos do tipo texturas  e aconselho também a fazer uma “calçadinha” em volta da casa do lado de fora para manter a base externa das paredes longe da umidade do jardim.

 

Continuo falando de aplicação de gesso e não me estenderei na questão da umidade neste post, neste caso achei um artigo em pdf da revista TÉCHNE:

A massa de gesso possui resistência que varia conforme a temperatura e tempo de calcinação a que a gipsita foi exposta, finura, quantidade de água de amassamento e presença de impurezas ou aditivos na composição. Os de pega mais rápida apresentam elevada finura e alta resistência, em razão do aumento da superfície específica, disponível para a hidratação. A falta ou o excesso de água de amassamento também pode alterar a pega conforme os valores adicionados – a taxa recomendada de água na hidratação é de aproximadamente 18,6%.

Por ser altamente solúvel, o gesso deve ser aplicado em áreas internas livres de umidade.

Para iniciar o processo de execução recomenda-se que o substrato – bloco de concreto ou revestimento à base de cimento – esteja concluído há no mínimo um mês. Após esse período deve-se verificar o prumo das paredes, corrigindo com argamassa eventuais falhas e vazios que possam interferir no processo de aplicação.

Tanto em paredes quanto em tetos, com exceção das lajes cujas superfícies internas precisam de uma ponte de aderência – chapisco rolado – para garantir a fixação do aglomerado, a aplicação é semelhante. Deve ser iniciada pelo teto, estendendo-se pelas paredes até completar a metade superior com o auxílio de um andaime. Em seguida, os andaimes devem ser removidos e a parte inferior da parede finalizada. Esse processo possibilita duas opções de revestimento: o desempenado (veja passo-a-passo) e osarrafeado.

Sarrafeado

No caso do sarrafeamento, as faixas mestras e as taliscas permitem a execução de uma superfície mais rigorosa e plana, na qual a pasta de gesso é aplicada posteriormente, entre as mestras. Por fim, o gesso é sarrafeado com réguas de alumínio que cortam o excesso de pasta. “O processo de  arrafeamento oferece uma garantia melhor de alinhamento, pois tolera uma menor variação de esquadro, de prumo, além de padronizar o empreendimento”, explica Estefan.

De qualquer forma, independente do método escolhido, é importante que a espessura do revestimento não ultrapasse 5 mm: o aumento dessa medida pode ocasionar trincas no gesso. Portanto, as patologias mais comuns podem ser originadas por trincas referentes ao excesso de espessura, ou, ainda, por fissuras decorrentes de movimentações nas estruturas que geram deformações na alvenaria. Já nos tetos, essas rachaduras podem ocorrer devido à junção das lajes com a alvenaria, também sujeitas às tensões estruturais.

Normas

NBR 12127 Gesso para construção – Determinação das propriedades físicas do pó

NBR 12128 Gesso para construção – Determinação das propriedades físicas da pasta

NBR 12129 Gesso para construção – Determinação das propriedades mecânicas

NBR 12130 Gesso para construção – Determinação da água livre e de cristalização e teores de óxido de cálcio e anidrido sulfúrico

NBR 13207 Gesso para construção civil – Especificações

NBR 13867 Revestimento interno de paredes e tetos com pastas de gesso – Materiais, preparo, aplicação e acabamento.

Dicas

  • · Evitar o uso de blocos com superfície muito lisa e que tenham absorção de água muito baixa (blocos cerâmicos requeimados)
  • · Utilizar gessos de finura elevada, densidade aparente entre 0,7 e 1 que tenham, no mínimo, 60% de gesso calcinado na composição.
  • · Verificar a resistência à tração do gesso (entre 7 e 35 kgf/cm2) e à compressão (entre 50e 150 kgf/cm2)
  • · Vedar as caixas elétricas e demais tubulações hidráulicas durante a aplicação do gessoliso
  • · Manter o local da obra livre de sujeiras, corpos estranhos (pregos, arames, aço) e incrustações para evitar possíveis falhas pré e pós-aplicação do revestimento.
  • · Verificar os alinhamentos verticais, horizontais e a existência de ondulações ou defeitos que possam ser corrigidos.
  • · Verificar com atenção o fator água/gesso. A falta ou excesso pode prejudicar a pega e o endurecimento da pasta. Recomenda-se o uso de 36 a 40 l de água para cada saco de 40 kg de gesso

gesso

Foto 1 – Aplicar com rolo de textura média uma demão de chapisco rolado na superfície inferior das lajes para garantir a aderência da pasta de gesso

Foto 2 – Remover sujeiras, incrustações e materiais estranhos como pregos, arames e pedaços de aço até que o substrato fique uniformizado.

Foto 3 – Após 72 horas iniciar a preparação polvilhando o gesso na água, dentro da argamasseira, até que o pó esteja totalmente submerso. A seguir, misturar até obter uma pasta homogênea e sem grumos.

Foto 4 – Começar o trabalho pelo teto, aplicando a pasta com o auxílio de desempenadeira de PVC em movimentos de vai-e-vem.

Foto 5 – Nas paredes (metade superior), o deslizamento deve ser realizado de baixo para cima. Algum tipo de referência – ripa de madeira, pequenas taliscas ou batentes – deve ser escolhido para medir a espessura da camada de revestimento.

Foto 6 – Regularizar a espessura da camada, aplicando a pasta com a desempenadeira, agora, no sentido horizontal. Cada faixa deve ser sobreposta à anterior e a espessura da camada deve ter de 1 a 3 mm

Foto 7 – Retirar os excessos limpando o teto e a parede com régua de alumínio. Em seguidaConferir a espessura do revestimento junto à referência escolhida

 

 

 

Foto 8 –

Limpar a superfície com o canto da desempenadeira de aço para eliminar Ondulações e falhas e, depois, aplicar nova camada de pasta para cobrir as vazias imperfeições da superfície, assegurando a espessura final do revestimento.

 

 

Foto 9 – Desempenar cuidadosamente os excessos e rebarbas exercendo uma certa pressão Para obter a superfície final. A aplicação de pintura deve respeitar o período de cura e ser

Executada após o lixamento da superfície

Leia Mais

A Técnica de Edificar. 6ª Edição. Walid Yazigi. Editora PINI. São Paulo, 2004.

Caderno de Encargos. 4ª Edição. Milber Fernandes Guedes. Editora PINI. São Paulo, 2004.

Revestimento de gesso desempenado sobre parede. Revista Construção Mercado nº 12.

Texto original de Eliane Quinalia

Téchne 99 – junho de 2005 

 
Autor: - Categoria(s): construção, dicas, interiores, pergunte que respondo Tags: , ,
16/12/2008 - 11:22

Problemas com a pintura?

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Nesse post, respondemos à dúvida de um de nossos leitores:

Bom dia,
Meu nome é Paulo Paiva, moro no município de Mogi das Cruzes/SP. Tenho um sobrado que construí com as paredes internas chapiscadas, rebocadas, revestidas com gesso e pós, pintadas com tinta acrílica Coralplus, ocorre que não estou satisfeito com o serviço, porque as paredes vêm descascando e gostaria de saber se posso passar um outro produto em cima do gesso pintado. Se puder, qual produto seria mais viável, textura, grafiato? Não terei problema futuramente como aconteceu com o gesso?
Grato
Paulo Paiva

Olá Paulo:
 
Entendo seu dilema, na verdade, lá atrás houve um erro, o certo teria sido usar antes da tinta um produto que se chama tinta Coral Gesso (acrílica) que funciona como um fundo. O gesso sempre pede um fundo preparador.
 
Agora, o melhor seria lixar bem a parede, usar o fundo preparador de paredes Coral e, logo após, a tinta acrílica Decora, da Coralplus, da cor de sua preferência.
 
Boa sorte e boa obra!

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