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25/04/2012 - 19:04

casa na árvore

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Mais idéias,  não tão malucas, de casas suspensas, são as melhores para não abalar o terreno e impactar da menor forma na natureza, vejam esta casa na árvore.

Bom precisou neste caso, de uma grande árvore,  quem sabe se encaixe no seu terreno?

casa na árvore-londrina

cadê a casa?

Autor: - Categoria(s): construção, sustentabilidade Tags: , , , , ,
04/03/2011 - 11:01

Estruturas Metalicas para Residências

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Mari, tenho um terreno em declive, com 12 de frente e 33 de fundo, com queda de 7 metros. Penso em construir usando estruturas de aço invés de concreto. O que pode me dizer sobre este tipo de estrutura, precauções, custos, etc. A casa terá 3 suites e estimo máximo de 200 metros quadrados. Desde já obrigado

Olá Maurício

Você tem um belo terreno e a estruturação em metálica pode ser vista com bons olhos em relação a tempo a um custo competitivo dependendo da região do Brasil que você estiver.também é possível usar estruturas metalicas de forma mista com alvenaria e concreto.As precauções básicas são em relação a ter um bom projetista e uma equipe capacitada que saberá lidar com aspectos de corrosão, modulação, rigidez, exposição e proteção a fogo etc.

PILARES MISTOS

Os pilares mistos, de maneira geral, são constituídos por um ou mais perfis de aço, preenchidos ou revestidos de concreto. A combinação dos dois materiais em pilares mistos propicia além da proteção ao fogo e à corrosão, o aumento da resistência do pilar. Essa combinação contribui para o aumento na rigidez da estrutura aos carregamentos horizontais. A ductilidade é outro ponto que diferencia os pilares mistos, os quais apresentam um comportamento mais “dúctil” quando comparados aos pilares de concreto armado.

Existem também outras vantagens, tal como a ausência de fôrmas, no caso de pilares mistos preenchidos, possibilitando a redução de custos com materiais, mãode- obra e agilidade na execução.
Os pilares mistos são classificados em função da posição em que o concreto ocupa na seção mista. A figura 7 ilustra algumas seções típicas de pilares.

Os pilares mistos revestidos caracterizam- se pelo envolvimento, por completo, do elemento estrutural em aço, conforme ilustra a figura 7(a). A presença do concreto como revestimento, além de propiciar maior resistência, impede a flambagem local dos elementos da seção de aço, fornece maior proteção ao fogo e à corrosão do pilar de aço. A principal desvantagem desse tipo de pilar é a necessidade de utilização de fôrmas para a concretagem, tornando sua execução mais trabalhosa, quando comparada ao pilar misto preenchido.

 

FIGURA 7: Exemplos de seções típicas de pilares mistos.FIGURA 7: Exemplos de seções típicas de pilares mistos.

 

Os pilares mistos, parcialmente revestidos, caracterizam-se pelo não envolvimento completo da seção de aço pelo concreto, conforme ilustra a figura .Os pilares mistos preenchidos são elementos estruturais formados por perfis tubulares, preenchidos com concreto de qualidade estrutural, conforme a figura .A principal vantagem é que este dispensa fôrmas e armadura e é possível ainda a consideração do efeito de confinamento do concreto na resistência do pilar misto. Fonte: portal Metalica

Uma casa em estrutura metálica e revestida em vidro pode ser uma experiência de sucesso no design e na sustentabilidade a R-128

Implantado no topo de uma montanha, com vista para Stuttgart e longe dos olhos de curiosos, o projeto incorporou a experiência fantástica de liberdade e contato direto com a natureza e as estrelas que o casal de arquitetos viveu no Iêmen. Para estar com a natureza, a transparência do vidro. Para estar de bem com o meio ambiente – e com a própria consciência -, uma construção toda erguida com materiais recicláveis, auto-suficiente na produção de energia térmica e ainda capaz de gerar eletricidade por elementos fotovoltaicos.

Continuidade, minimalismo, luxo e muito conforto resumem a ambientação de interiores, pensada para proporcionar o máximo de flexibilidade, característica garantida sobretudo pelas instalações elétricas e hidráulicas, cujos dutos são conduzidos por canais feitos de folhas de alumínio (recicláveis) que atravessam o interior da fachada. Não existindo camada inferior de reboco, ou qualquer outro revestimento sobre o fechamento de vidro, os canais ficam disponíveis e podem ser abertos para alterações em qualquer ponto, e a qualquer hora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aspecto marcante do projeto da casa R-128, o conceito para produção e reaproveitamento de energia térmica determinou uma estrutura em vidro triplo com 10 cm de espessura, preenchida de gás inerte e barreira de convecção, além de revestida com folha de metal que reflete raios ultravioleta. Assim encapsulada, a casa está totalmente isolada em relação às temperaturas externas e mesmo que o gelo se cristalize sobre a superfície externa da parede de vidro, ou que o verão seja extraordinariamente quente, o interior permanece em temperatura agradável.

A circulação do ar também constitui importante função para a manutenção do conforto térmico e para o caráter sustentável da residência. O sistema regula não só a circulação geral do ar, como promove também a recuperaçao do calor proveniente da exaustão, não perdendo, assim, sua energia térmica. A temperatura interna é automaticamente regulada em cada andar da casa e, caso ultrapasse o nível desejado, os registros de transferência de calor instalados no teto serão preenchidos com água fria. Aquecida pela energia térmica, a água dos registros é bombeada para baixo, onde se encontra o convertor que armazenará seu calor em reservatório isolado, até que ocorra nova queda de temperatura.

Sustentabilidade na pele
Nas fachadas sul e norte, as placas de vidro medem 2,80 m de altura por 1,36 m de comprimento; nas leste e oeste, 2,80 m por 1,42 m. O que definiu as dimensões das placas foi o comprimento máximo possível das folhas de isolamento térmico. Desta forma, priorizou-se um conceito mais econômico, com menor número de peças e, por conseqüencia, maior rapidez de montagem e desmontagem, sem contar a beleza provida pela continuidade.

A casa R-128 prova que um projeto sustentável pode ser arrojado e funcional. Em arquitetura, a sustentabilidade está no aproveitamento das condições climáticas, no baixo consumo de energia, no custo da contrução e no uso de materiais com pouca energia incorporada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conforto Térmico
A temperatura interna é automaticamente regulada em cada andar da casa e, caso ultrapasse o nível desejado, os registros de transferência de calor instalados no teto serão preenchidos com água fria. Aquecida pela energia térmica, a água dos registros é bombeada para o convertor, fixado sob a placa de fundação, que armazenará seu calor em reservatório isolado, até que ocorra nova queda de temperatura.

O ar fresco pode ser aquecido ou resfriado. Para que a temperatura constante do solo seja utilizada como fonte de calor ou de resfriamento para o ar de entrada, ele é transferido primeiramente para o convertor, e, em seguida, sugado pelo bloco sanitário. No inverno, o calor da exaustão será utilizado para o aquecimento do ar frio de entrada, que chegará a 20 graus. Esse sistema complexo de reciclagem da energia térmica limita a perda de calor do ar em até 30% no inverno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA
Arquiteto: Werner Sobeck
Projeto geral: Werner Sobeck Ingenieure, Stuttgart
Projeto de energia: Transsolar Energietechnik, Stuttgart
Projeto hidráulico: Ing.-Büro Müller, Weissach

FORNECEDORES
Aço e fachada: Se-Stahltechnik, Stammham; vidro: Glas-Fischer, Murr; Guardian, Thalheim; Bischoff Glastechnik, Bretten; piso: Merk-Holzbau, Aichach; instalações elétricas: Elektro Tausk, Stuttgart; sensores: Jochen Köhnlein Gebäudeautomation, Albstadt; mobiliário: Fleiner, Stuttgart

Por Giovanny Gerolla

Fonte revista AU

Autor: - Categoria(s): construção, miscelanea, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , ,
23/03/2010 - 19:16

Podemos dar uma pequena contribuição para nossa cidade

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Para quem precisa fazer uma garagem no seu jardim, térreo de prédio, ou pavimentar um grande espaço do seu quintal, calçadas, garagens e precisa manter a permeabilidade do solo chegaram novidades bonitas e práticas para revestir estes pisos.Ideal para a pessoa que não quer pisar em pisos enlameados por falta de sol, mas não pode e não quer impermeabilizar totalmente o solo.

Estes produtos que já foram testados garantem esta qualidade que cada vez mais, numa cidade como São Paulo, devia ser obrigatoriamente um dever de todos nós.Afinal, nosso solo das grandes cidades estão tão impermeabilizados que toda a água que cai vai logo para as ruas, bueiros e rios e daí, é um pulo para as enchentes cada vez maiores.

Buscar produtos com esta vertente é altamente indicado!

lançamento da SOLARIUM

Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, condominios, construção, dicas, fornecedores para obra, sustentabilidade Tags: , , , , , ,
22/02/2010 - 20:30

telhado ecologico = telhado vivo

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Boa tarde Mariche. Primeiramente, sou leitor assíduo de sua coluna. Estou pensando seriamente em colocar um telhado ecológico em casa, vasculhei a net em busca de informações a respeito. Minha intenção é colocar para ajudar na temperatura da casa, que é muito quente. Procurei na sua coluna, mas não encontrei nada a respeito. Caso eu não tenha “comido bola” voce pode escrever algo a respeito? Os fornecedores dizem que este tipo de produto oferece conforte térmico e acústico (evita reverberação). É isso mesmo?
Obrigado.
Rafael

Olá Rafael, muito oportuna sua questão!

 

Telhados ecológicos! O que são??

 

Podem ser várias coisas, ou assumir várias formas Vou abordar os telhados vivos que são diferentes de telhas ecológicas que podemos abordar num próximo post!

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Os primeiros registros de utilização de telhados vivos vêm dos tempos da Babilônia

Os Jardins da Babilônia, considerados uma das sete maravilhas do mundo antigo, eram irrigados pela água bombeada do rio Eufrates.

Nessas coberturas, estavam plantadas árvores e flores tropicais, além de alamedas de palmeiras.

 

Principais benefícios

 

Custos: as despesas para instalação da estrutura completa de uma cobertura ecológica – incluindo o subtelhado – é em torno de R$ 150 por metro quadrado, valor similar a de um telhado de cerâmica envernizada, com bom acabamento. Pluvial: o telhado ecológico pode diminuir o risco de enchentes em áreas urbanas. Durante a chuva, a água se acumula no substrato, retardando em praticamente 15 minutos a velocidade de escoamento para os bueiros. Esse processo dá tempo para que haja uma maior vazão no sistema pluvial

 

Redução do aquecimento urbano: a água acumulada nos substratos da ecotelha consome energia do ambiente para evaporar, acarretando o arrefecimento do calor urbano aglomerado em áreas asfaltadas e com grandes massas de concreto.

 

Conforto térmico: em função de ser uma estrutura compacta, a cobertura viva tem um grande poder de isolamento térmico, evitando a perda de calor dos ambientes internos para o exterior em períodos de frio. No verão, o ecotelhado acaba arrefecendo as dependências por meio da evapo-transpiração das plantas.

 

Conforto acústico: pela sua massa o telhado, consegue evitar a reverberação dos sons internos para a rua, assim como impede a penetração dos sons do exterior para dentro da cobertura.

 

As plantas mais utilizadas são as xerófilas, similares aos cactos, que economizam água e podem sobreviver em condições adversas em cima do telhado.

 

Essas espécies não necessitam de regas nem de podas Antes da instalação das ecotelhas, o subtelhado é coberto com uma geomembrana extremamente forte que impede a passagem de umidade no telhado, assim como a entrada de insetos e animais. São instaladas quatro telhas por metro quadrado Módulos de cimento com dimensões de 68cm x 35cm, onde são cultivadas plantas que exigem pouco substrato e pouca irrigação.

 

 

O telhado vivo pode amenizar o superaquecimento urbano, além de auxiliar na retenção da água da chuva – afirma o engenheiro agrônomo João Manuel Linck Feijó, que há três anos desenvolve o sistema arquitetônico.

Essa nova opção de design também cria um diferenciado visual paisagístico nas cidades, em espaços até então tomados pelo concreto.

 

Vejam esta seqüência de preparação para colocação das espécies e as perguntas e respostas do internautas deste site sobre o produto

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1) O ECOTELHADO vegetado atrai insetos?

Existem insetos que são caracteristicos do interior de casas como baratas, moscas, mosquitos, pulgas, que em geral são atraidos por detritos humanos.

O Telhado vivo atrai insetos como borboletas, besouros e outros de hábitat externo a moradia. Esses insetos são essenciais a vida de outros seres como pássaros.

Uma das vantagens dos telhados verdes é reestabelecer o espaço vital para outras espécies nas cidades.

2) Como se dá a manutenção do ECOTELHADO?

Todo Telhado Verde requer alguma manutenção em algum tempo. Para o ECOTELHADO recomenda-se fazer uma ou duas visitas anuais que possa verificar a presença de espécies indesejadas como arbóreas. Em caso de notar fraqueza nas plantas, pode se utilizar fertilização com algum composto orgânico em pequena quantidade. Esse fertilizante pode ser encontrado em floriculturas, casas rurais e supermercados.

3) É necessário irrigação?

É recomendável reservar um ponto de água com boa pressão para irrigação ou sistema de irrigação automatizado para telhados maiores, mesmo que para uso eventual. Em locais do Brasil de estiagens prolongadas o uso da irrigação é imprescindível. As plantas selecionadas para o ECOTELHADO possuem o mecanismo de fotossíntese chamado metabolismo ácido das crassuláceas, que as faz resistentes à seca. Elas fecham os estômatos durante o dia e trocam os gases durante a noite de forma a não perder água. Isto faz com que o metabolismo seja mais lento.

4) É preciso podar o telhado de grama?

No sistema modular ecotelhado, não recomendamos a grama porque ela exige muita água e tambem cortes frequentes. Utilizamos plantas de porte baixo como os sedum que não exigem poda e requerem pouca água.

Quando faz-se necessário o uso da grama optamos pelo sistema laminar para lajes planas.

5) As ECOTELHAS (módulo ecotelhado) agüentam uma pessoa caminhando sobre elas?

Sim, foram projetadas para suportar tráfego ocasional durante as manutenções. Entretanto não é recomendável o pisoteio das plantas.

6) O ECOTELHADO funciona como um telhado comum? Ele passa umidade?

O ECOTELHADO é composto do conjunto formado pela Ecotelha vegetada e sub-telhado que pode ser de telha de fibrocimento, metálica, laje de concreto impermeabilizada, telha cerâmica e/ou Geomembrana de PEAD. O sub-telhado fornece a estanqueidade do telhado enquanto que a Ecotelha possui os outros atributos que se quer de uma cobertura. A impermeabilização constituída pela telha e/ou Geomembrana PEAD isolam totalmente o interior do ambiente, da umidade, enquanto que a Ecotelha vegetada, que vai sobreposta ao sub telhado, tem a finalidade principal do isolamento térmico e acústico, além dos benefícios ecológicos ao ambiente e à beleza natural da vegetação.

7) Porque eu trocaria meu telhado comum por um telhado de grama?

Porque o telhado vivo é muito bonito; Porque transmite bem estar e empatia a quem olha; Porque tem excelente conforto térmico no inverno e verão; Porque tem ótimo isolamento acústico, absorvendo ruídos; Porque reduz o calor urbano; Porque reduz o impacto de dióxido de carbono, a poluição de nitrogênio e neutraliza o efeito da chuva ácida; Porque reduz o volume do pluvial e seu impacto sobre cursos d’água; Porque vivem melhor, as pessoas que estão em harmonia com a natureza. Porque o telhado verde proporciona conforto térmico excepcional.

8) O que é a ecotelha? De que é feita?

A ecotelha é composta de um substrato rígido com características de drenagem ideais e componentes retentores de umidade e nutrientes. O conjunto previamente plantado com espécies selecionadas pode ser transportado com facilidade.

9) O ECOTELHADO não é muito mais pesado que o telhado tradicional?

O Sistema Modular Ecotelhado é classificado como extensivo e seu peso saturado é de 50kg/m² que é o peso de um telhado cerâmico convencional.

10) Qual a diferença de preço entre o Ecotelhado e os telhados tradicionais?

O valor do investimento é em geral o mesmo, considerando-se um telhado de boa qualidade.O ecotelhado pode ser colocado diretamente sobre a laje impermeabilizada, não necessitando de armação de madeira.

Quando levamos em conta os benefícios de conforto térmico, retenção de água, limpeza do ar e vida útil de duas a três vezes maior, a vantagem é grande a favor do telhado verde.

11) O sistema ECOTELHADO é aplicável a grandes terraços ou nesse caso, seria mais adequado utilizar uma cobertura de solo e plantas diretamente sobre a laje?

O Sistema é vantajoso tanto em casos de pequenas como grandes áreas, planas ou inclinadas. Proporciona uma boa fixação para as plantas com boa drenagem com suprimento de água adequado. A estrutura rígida da ecotelha (módulo ecotelhado) evita a compactação do substrato nutritivo e do sistema radicular das plantas. O módulo Ecotelhado evita a erosão do substrato em telhados inclinados.

Uma das vantagens é a do módulo do telhado vivo poder ser movido com facilidade em caso de eventual manutenção sem perda das plantas.

A ecotelha pode ser colocada sobre a geomembrana, proporcionando vantagens de rapidez, drenagem, mobilidade, isolamento térmico e acústico a custo reduzido quando comparada a outros métodos.

12) O Telhado Verde diminui o calor?

Os telhados convencionais feitos de concreto, telhas cerâmicas, telhas metálicas, ou fibrocimento, acumulam o calor e o transferem para dentro do prédio. No telhado verde a cobertura vegetal se encarrega de dissipar ou consumir esta energia pela evapotranspiração e pela fotossíntese, não restando nada a ser transferido para o interior da casa.

 

http://www.ecotelhado.com.br24_17

Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, desenhos, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , , , ,
12/11/2009 - 12:27

Casa suspensa no ar

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Prezada Mari !
Não me canso de ler todas as matérias do seu blog, nesse primeiro contato solicitarei uma indicação, mas saberei entender se não houver tempo para me atender.

Acabo de adquirir um terreno no Itanhangá, RJ, de fundos para uma mata fechada onde há um riacho e dentro de um arejado condomínio de 23 lotes. O meu é o menor, 1260 m², sendo 20 F x 47,5 E x 39 D e 32m de fundos, com declive acentuado. Começa com cota 45m e termina cota 20m.

Pretendo algo em torno de 120 m², talvez em tijolo ecológico, madeira e blindex ou vidros grandes para contemplar a área verde.  Penso em dois andares internos acompanhando o desnível do terreno, para não acabar num precipício. Haveria algum projeto estilo rústico, com telhado diferenciado e vidros para clarear?
Atenciosamente
Jorge

Nossa Jorge, entendi bem? 25m de desnível? Veja se é isso mesmo!!

Como você pretende construir poucos metros, achei que deveria necessariamente utilizar dois níveis. Sendo o social em cima  e com acesso mais fácil, e uma garagem vindo da rua e os quartos abaixo.

Pesquisando na internet, acabei topando com este projeto muito legal e simples para exemplificar um projeto interessante. Foi para um concurso da Empresa Masisa de compensados. O segundo colocado, o arq. André Eisenlohr, fez este projeto abaixo:

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Com o conceito orgânico de integração com o entorno, o arquiteto optou por deixar a casa com toda sua estrutura aparente, composta por pilares de eucalipto e vigas de muiracatiara, espécies que vem sendo reflorestadas de forma sustentável.

A cobertura é composta por telhas de fibra vegetal. Situada em um terreno em declive acentuado, a execução da obra permitiu que o arquiteto usasse sua experiência em técnicas de alpinismo e montanhismo, como o uso de reduções de peso com cordas e polias.

A casa foi construída com maneira artesanal, além de mão de obra reduzida e especializada. Foram usadas placas de 15 mm de OSB para o fechamento das paredes, formando um “sanduíche” com 5 cm de distância entre elas, o que proporciona um melhor conforto e isolamento termo-acústico e possibilita a passagem da fiação elétrica de forma simples e racional.

A escolha do sistema de construção seca com OSB foi feita pela facilidade e rapidez de montagem, além de sua resistência, leveza e textura visual, que deixa aparente o conceito orgânico e o partido ecológico do projeto, visando o mínimo impacto ambiental e a máxima integração com a natureza.

O custo da obra foi reduzido em função do preço do material, da redução do tempo de construção, do sistema construtivo e da mão de obra.

www.iabpr.org.br

www.masisa.com/

arquitetandonanet.blogspot.com

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casa

Autor: - Categoria(s): construção, desenhos, fornecedores para obra, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , ,
03/11/2009 - 16:52

Log home ou Casa de tora

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Não achei o local para perguntas e dúvida por isso estou postando aqui.
Fiz um quarto TV para as crianças com toras de eucalipto, uma cima da outra criando paredes. O que usar para vedar as frestas grandes que ficaram entre uma tora e outra?

Olá Luciano.Atualmente, os movimentos ambientalistas e a conscientização popular sobre a finitude dos

recursos naturais pressionam para que as atividades na construção civil adotem soluções e

critérios construtivos menos impactantes, que garantam o manejo e o uso das edificações

alicerçadas em bases conceituais sustentáveis.Então é muito válido fazer uma cosntrução neste sentido, mesmo que seja pequena!

Untitled-2

Entre as espécies de reflorestamento cultivadas, o eucalipto é um gênero de rápido

crescimento, com boa aparência, características físicas e mecânicas razoáveis e com

condição de melhoramento, facilitando o seu uso como matéria‐prima alternativa no

mercado madeireiro. No âmbito da construção civil, o eucalipto é amplamente utilizado de

forma transitória (escoras, formas e andaimes), na execução de obras de engenharia em

geral (pontes, pórticos, etc.) e em edificações comerciais e residenciais, na forma roliça,

serrada ou laminada e colada.

 

Abaixo algumas dicas importantíssimas para quem está pensando em construir em madeira toda a casa que pesquisei em  dissertações de Cristina Steiner e Emanuella Sossai Altoé

ÁREAS CRÍTICAS – MEDIDAS PREVENTIVAS

Elementos estruturais dos pisos

térreos das edificaçõesUtilizar fundações de concreto tipo sapata corrida, com o piso elevado do

solo, provendo drenagem superficial ao redor da edificação.

Untitled-1 

Locais enclausurados, úmidos e

mal arejados, exemplo: espaço entre barroteamento

Propiciar ventilação do espaço entre o barroteamento e o solo, com o

envenenamento do solo.

Untitled-5

Untitled-6

Canalizações de água e esgoto

fixos na madeira

Propiciar o acesso fácil a rede de água e esgoto. Não deixar a madeira em

contato com a umidade, colocando uma interface de material impermeável.

Untitled-3

Batentes de portas e janelas em

contato com paredes úmidas

Impermeabilização, emprego de espécies mais resistentes e proteção de

pintura a óleo.

 

Tacos, assoalhos, assentados

sobre pisos em que a água do solo tenha acesso por capilaridade

Impermeabilização do contra‐piso em argamassa e a utilização de sarrafos

de fixação com pintura impermeável, deixando espaços entre a última

tábua do assoalho e a parede.

Untitled-4

Peças de madeira em áreas

úmidas como cozinha e banheiro.Receber revestimentos impermeáveis, tais como: tinta esmalte e tinta óleo,

tomando‐se cuidado nas extremidades das peças.

 

Lambris externos

Distanciamento mínimo recomendado do solo de 30 cm. Quando se trata

de dois pisos a transição dos lambris externos verticais deve receber

proteção metálica fazendo o papel de pingadeira. Emenda de topo dos

lambris devem sempre deixar espaço na sua junta.

 

Elementos estruturais em

contato direto com o solo ou embutido em concreto

Tratamento por processo de impregnação pressurizada. Sugere‐se que o

concreto não seja impermeabilizado, pois normalmente na sua interface

surgem frestas que permitirão infiltrações de águas de chuva. É importante

garantir a drenagem do concreto. Uma solução é utilizar dispositivo

metálico deixando a extremidade do pilar ventilado.

 

Peças de telhados, próximas a

rufos, calhas e telhas.

Devem receber atenção especial no seu detalhamento e as peças que

ficarão em contato direto com as telhas devem receber tratamento

químico, além de adotar medidas visando facilitar a substituição das

mesmas.

Os topos expostos das peças de madeira da cobertura (caibros,

terças) absorvem umidade com maior facilidade.

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Detalhes construtivos para proteger estas extremidades; corte em ângulo

reto das extremidades dos caibros; colocação de peças como testeira que

evitam a exposição direta das extremidades possibilitar maior rigidez do

beiral.

 

Fendas, juntas e áreas ao redor de conectores como parafusos,

pregos, etc.

Além do desenho, pode‐se fazer uso de borracha como espaçadores de

maneira para não permitir a permanência de água.

Soleira inferior do diafragma e os topos inferiores dos

montantes verticais.

Necessitam de cuidados em relação à umidade do solo. Os usuários devem

receber uma orientação sobre a prática de limpeza interna da edificação,

como não lavar o piso por exemplo. Caso o piso for cerâmico, o rodapé

deve ser do mesmo material cerâmico (10 cm).

  

 

 

 

 todas as imagens pertencem a:

http://www.fapes.es.gov.br/publicacoes/anexos/3-01/69/dissertacao_final.pdf

 

 

 

O Tratamento das frestas existentes em peças internas  como foi citado pelo internauta podem ser seladas com mastique, produto espanhol à base de silicone,

que além de resgatar a estanqueidade da tora, possui como vantagem estética o tom

aproximado à cor da madeira (figura 100).

Segundo informações cedidas pela empresa responsável o produto utilizado por ela

 

 

apresenta bom desempenho, mas não é encontrado no país. Quando não é feita a aquisição,

dependendo da situação de uso, utilizam o silicone transparente que, apesar de não

proporcionar um efeito estético favorável, mantém a estanqueidade da peça.

 

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 Figura 100 – Peça com a utilização de mastique

Autor: - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , , ,
15/10/2009 - 19:38

Construção mais sustentável em terrenos em declive

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Olá, me interessei no tópico, pois tenho um terreno em declive e sempre achei que aterrar é desperdício de espaço e dinheiro. Penso em fazer uma edícula com possibilidade de expansão para ser a casa principal. É um terreno de 12X32m (384m²) com declive de 1,70, onde pretendo fazer quartos em baixo e uma cozinha conjugada com área para churrasco acima deles.

Uma dúvida é: a impossibilidade de fazer banheiros abaixo do nível da rua não torna os quartos “antipráticos” principalmente à noite? Outra ideia que tenho é a de fazer uma casa o mais próximo possível do ecologicamente correto, com cisternas que acumulem água das chuvas e utilizar tijolos de solocimento. O que me sugeriria?
Obrigado.
Érico, Ilha Solteira – SP

 

Olá Érico, legal que tenha se interessado, realmente é difícil fazer o convencimento do cliente que adora aterrar terrenos em declive para ter uma casa alta e imponente!! Mais fácil seria se comprasse logo um terreno em aclive!

Bom é um belo lote este seu, mas não entendi a impossibilidade de fazer banheiros abaixo da rua? Seu esgoto e águas pluviais não descem para o lote de baixo em sistema de servidão? Quartos sem banheiros realemente NÃO dá! Olha como seu declive é pequeno! Os casos que citei anteriormente são para terrenos com 3 m de declive ou mais.

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Construção ecológica se baseia em muitos aspectos, você pode ter partes ecológicas e outras não. Não adianta muito construir em solo cimento se para vir o material até a obra, irão ser consumidos fretes e  diesel para ser transportados. O melhor material é aquele que poderá ser feito no local, se a terra é boa pode ser feito em solo cimento, se tiver pedras, usar as pedras, e respectivamente com outros materiais nativos. E sobre armazenamento de água é uma ótima pedida, gera um investimento alto no começo mas costuma se pagar ao longo de 5 a 10 anos.

Veja algumas dicas de solo cimento:

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“O solo-cimento é um material obtido através da mistura homogênea de solo, cimento e água, em proporções adequadas e que, após compactação e cura úmida, resulta num produto com características de durabilidade e resistências mecânicas definidas.

Este material de construção vem suprir boa parte das necessidades de instalações econômicas na maioria das regiões rurais e suburbanas no Brasil.

O uso do solo-cimento no Brasil vem, desde 1948, ajudando na satisfação de tais necessidades, encontrando-se hoje já bastante difundido.

A presente comunicação relata aspectos técnico-econômico-sociais de alguns anos de trabalho com esta modalidade de construção na CEPLAC/EMARC-UR.

Nesses quase 25 anos de experiência na região cacaueira, destacam-se obras no meio rural e urbano, em particular a construção de uma creche com 1.240 m2 em Juçari-Ba, sendo a segunda maior obra de solo-cimento no Brasil.

A tecnologia do solo-cimento é aplicada às construções das populações de baixa renda e foi introduzida na comunidade da região cacaueira porque tem como benefícios: a economia de tempo e material, bem como facilidade de execução atendendo a segmentos da população na faixa de pobreza, como é o caso dos “sem-terra”, permitindo o uso de mutirões.

CAMPO DE APLICAÇÃO

A principal aplicação do solo-cimento em habitações populares no meio urbano é a construção de paredes monolíticas.

Por afinidade, seu emprego pode ser estendido para construções de casas, depósitos, galpões, aviários, armazéns, etc.

O solo-cimento pode ainda ser empregado na construção de fundações, pisos, passeios, muros de contenções, barragens e blocos prensados.

VANTAGENS

O solo-cimento vem se consagrando como tecnologia alternativa por oferecer o principal componente da mistura – o solo – em abundância na natureza e geralmente disponível no local da obra ou próxima a ela.

O processo construtivo do solo-cimento é muito simples, podendo ser rapidamente assimilado por mão-de-obra não qualificada.

Apresenta boas condições de conforto, comparáveis às construções de alvenarias de tijolos cerâmicos, não oferecendo condições para instalações e proliferações de insetos nocivos à saúde pública, atendendo às condições mínimas de habitabilidade.

É um material de boa resistência e perfeita impermeabilidade, resistindo ao desgaste do tempo e à umidade, facilitando a sua conservação.

A aplicação do chapisco, emboço e reboco são dispensáveis, devido ao acabamento liso das paredes monolíticas, em virtude da perfeição das faces (paredes) prensadas e a impermeabilidade do material, necessitando aplicar uma simples pintura com tinta à base de cimento, aumentando mais a sua impermeabilidade, assim como o aspecto visual, conforto e higiene.

SOLO-CIMENTO – MATERIAIS CONSTITUINTES

SOLO

Os solos adequados são os chamados solos arenosos, ou seja, aqueles que apresentam uma quantidade de areia na faixa de 60% a 80% da massa total da amostra considerada. 

Quando este tipo de solo não for encontrado, pode-se fazer uma correção granulométrica no solo encontrado (70% de areia e 30% de silte e argila), misturando uniformemente e peneirados, obtendo-se o mesmo resultado.

Nas misturas usuais, as quantidades variam na faixa de 12 a15 partes de cimento para 100 partes de solo seco, em massa, o que corresponde, em média, à proporção cimento:solo. Desta maneira, é facilmente notada a importância que a escolha de um solo adequado representa para a produção de um solo-cimento com qualidade.

Na obtenção do solo, para grande volume de obras, a dosagem do cimento deve ser determinada em laboratório, atendendo não só a qualidade final, mas também à economia, pois um traço exageradamente rico em cimento poderia comprometer a construção.

Escolhido o material e determinada a dosagem (traço), o construtor prepara a mistura de forma semelhante a que se faz para outras argamassas.

Quando o volume de obras é pequeno, existem testes para a avaliação das características granulométricas de um solo. Alguns deles são feitos, como o Teste da garrafa e o da Retração do solo.

PREPARO DA MISTURA

Deverá ser feito o peneiramento do solo numa malha ABNT de 4,8mm. Esta operação tem por função promover a pulverização do material, sendo o resíduo destorroado e, então, repeneirado. Deverão ser descartados apenas aqueles pedregulhos maiores que a abertura da malha.

O solo é espalhado em uma superfície lisa (bandeja de madeira ou chão batido), devidamente peneirado. Adiciona-se o cimento e faz-se a mistura até obter uma coloração uniforme ao longo de toda a massa. Logo após, coloca-se água em pequena quantidade, de preferência com o uso de regador com pequeno chuveiro adaptado, evitando a sua concentração em determinados pontos.

Na prática, a umidade da mistura é verificada através de procedimentos simplificados, baseados na coesão apresentada pela massa fresca. Quando a amostra está seca, não existe a formação de um bolo compacto, com marca nítida dos dedos em relevo, ao apertarmos na mão a massa de forma enérgica. Outro método complementar muito utilizado consiste em deixar cair o bolo formado, de uma altura aproximadamente um metro, sobre a superfície rígida. No impacto o bolo deverá se desmanchar, não formando uma massa única e compacta. Se houver excesso de água, a massa manterá úmida e rígida após o impacto, fato não desejável.

FERRAMENTAS NECESSÁRIAS

BÁSICAS: cavador, enxada, enxadete, pá, picareta, cordão de nylon, martelo, escala numérica, serrote, colher de pedreiro, balde, nível de bolha, mangueira de nível, esquadro, carro de mão, prumo, peneira, etc.

ESPECIAIS: forma para estaca de concreto, forma para compactação de parede com parafusos específicos.

COMENTÁRIOS FINAIS

As possibilidades de aplicação do solo-cimento na área rural e urbana estão longe de serem esgotadas.

Por ser um processo de fácil assimilação por qualquer pessoa, utilizando somente materiais locais, não necessitando de energia de qualquer natureza para sua produção, nem mesmo animal, a tecnologia do solo-cimento certamente se constitui no processo que permitirá uma verdadei-ra revolução nas construções rurais e urbanas brasileiras, pois associa um baixo custo a uma elevada qualidade.

A EMARC-URUÇUCA dispõe de informações específicas sobre as diferentes aplicações do solo-cimento, disponibilizando-se para fornecer maiores detalhes das técnicas construtivas.

*Eng°. Agrimensor, Técnico em Assuntos Educacionais (Escola Média de Agropecuária Regional da CEPLAC/EMARC – URUÇUCA – BAHIA).”

 

texto de:Efren de Moura Ferreira Filho

 É importante saber que na construção civil, o solo-cimento pode ser usado de quatro maneiras diferentes: em tijolos ou blocos, nos pisos e contrapisos, em paredes maciças e também ensacado. Vejamos:

Tijolos ou blocos — São produzidos manualmente ou em pequenas prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para se tornar muito resistentes e com excelente aspecto.

Paredes maciças – Técnica similar à taipa de pilão usada no período colonial. A a massa é compactada diretamente na forma montada no próprio local da parede, em camadas sucessivas, no sentido vertical, formando painéis inteiriços sem juntas horizontais.

Pavimentos — O solo-cimento também é compactado no local, com o auxílio de formas, mas em uma única camada. No final, o piso fica constituído por placas maciças, totalmente apoiadas no chão.

Ensacado – A mistura de solo-cimento, em formato de uma “farofa úmica”, é colocada em sacos que funcionam como formas. Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O resultado é similar à construção de muros de arrimo com matacões, isto é, como grandes blocos de pedra.

Autor: - Categoria(s): construção, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , , ,
10/02/2009 - 19:07

Estruturas de madeira

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Já que são tantas questões e curiosidades sobre construções em madeira, resolvi pesquisar mais. Lendo a revista Arquitetura e Construção, da Abril, me deparei com uma reportagem suscinta, mas que tem comparativos e valores médios e resolvi reproduzi-la aqui.

Para quem me perguntou o que é a espera metálica para os pilares de madeira, quais as vantagens, se é ecológica… Enfim é bem interessante para quem está iniciando a pesquisa.

Esta reportagem vai explicar mais a questão da estrutura em madeira, incluindo o telhado, de como e quando se fazer uso dela. Sobre a questão da vedação completa em madeira,  já passei as dicas no post anterior.

Edição de setembro de 2005

Como é a estrutura de madeira?
Nesse jeito de construir, as vigas e os pilares (encaixados, parafusados, pregados ou ligados por ferragens) formam o esqueleto da casa. Pode-se usar toras ou peças roliças (em geral pínus ou eucalipto), madeira serrada, aparelhada (aplainada) ou lavrada a machado. “Também dá certo combinar mais de um tipo na mesma construção”, diz o engenheiro paulista Edo Callia. Quanto ao preço, “uma armação instalada no local custa de 15% a 20% do total da construção”, estima o engenheiro Maurício de Almeida, da Orbital Estruturas de Madeira, de São Paulo. “Vale observar que essa conta geralmente inclui a armação da cobertura – diferentemente de outras estruturas, como as de concreto”, acrescenta.

Quando vale a pena usar?
Algumas das vantagens são leveza (o que implica fundações menos robustas) e limpeza na obra (nada de fôrmas nem mistura de cimento, por exemplo). O material cai como uma luva em terrenos acidentados, de difícil acesso ou onde o canteiro de obras é inviável. “Numa pirambeira, a estrutura de madeira mostra-se uma escolha técnica e economicamente coerente”, avalia Edo Callia. A montagem também pode ser bem rápida – especialmente se as peças forem previamente cortadas e chegarem ao canteiro com os encaixes preparados. Detalhe: nem pense em adotar esse sistema sem incluir no projeto recursos para proteger a madeira de sol e chuva, como beirais largos. Um bom plano de elétrica também reduz a chance de curto-circuito, grande causador de incêndios.

E em que casos deve-se evitá-la?
Sensível à umidade, a madeira não vai bem em construções enterradas, com subsolos ou porões. “Exceto as tratadas quimicamente”, diz Marcelo Sacco, da empresa de preservação de madeira Preservam. O material natural até pode ficar em contato com a água, mas apodrece se molhar e secar sucessivas vezes. “Uso uma conexão metálica entre o pilar de madeira e a fundação de concreto” conta o engenheiro paulista Hélio Olga, da Ita Construtora, de São Paulo. Outra peculiaridade: não se acha madeira com mais de 6 m – essa é a medida máxima encontrada no mercado. Quem deseja vencer grandes vãos precisa adotar peças industrializadas de madeira laminada colada (várias ripas unidas formando vigas e pilares longos). “Mas o pínus laminado custa o dobro do comum”, estima Marcelo. Além disso, a junção de paredes de alvenaria (uma das possibilidades de fechamento) com os pilares e vigas é muito suscetível a trincas – causadas pela diferença de movimentação entre os materiais. Frisos de acabamento, cantoneiras metálicas e amarrações com pregos e ferros disfarçam o problema.

Como faço para ter uma?
O primeiro passo é ter em mãos um projeto detalhado da estrutura, feito por quem entende do assunto. Cabe ao arquiteto elaborar o projeto com um engenheiro calculista que o ajude a dimensionar as peças da armação. A execução fica a cargo de carpinteiros, empreiteiras ou construtoras especializadas. Também há empresas que assumem todo o processo: fazem o projeto de arquitetura, calculam e constroem o arcabouço de madeira. E lembre-se: um projeto minucioso reduz as ocorrências de erros comuns, como desperdício e empenamento da madeira.

E a mão-de-obra?
Artesanal, o trabalho de carpintaria responde por boa parte do custo dessa solução. “As toras exigem encaixe minucioso e, por isso, têm montagem mais trabalhosa e cara”, diz a arquiteta Miriam Inoue, da construtora paulista Habitate. “Inicialmente mais dispendiosas, as peças aparelhadas compensam pela montagem mais rápida e barata”, completa. “No final das contas, os custos desses diferentes sistemas podem se igualar.”

Essa é uma alternativa ecológica?
Causa menos impacto ambiental que o concreto, o aço e o alumínio, materiais que consomem energia ao serem industrializados. Também é um recurso renovável, apesar de a derrubada das florestas ameaçar várias espécies. “Cerca de 90% da madeira comercializada vem de desmatamento ilegal”, alerta Lineu Siqueira Jr., do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). O ideal, então, é adotar madeira extraída em áreas de manejo, onde o corte ocorre de maneira criteriosa e permite que as florestas se recuperem (o selo do Conselho de Manejo Florestal, FSC em inglês, atesta isso; seu site traz a lista de fornecedores certificados). Mas o preço dessa opção supera em até 40% o da madeira sem o selo. Outra opção são os produtos oriundos de reflorestamentos (locais degradados destinados ao plantio de pínus e eucalipto). O porém, nesse caso, são os produtos químicos injetados na madeira para que ela resista a fungos e cupins – uma vez tratada assim, ela deixa de ser biodegradável e não pode ser queimada, ou libera produtos tóxicos no ar. “É encontrada em serrarias ou usinas de tratamento”, diz Sérgio Brazolin, biólogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). E há ainda a madeira reciclada .

Simulação: apesar de muitas variáveis alterarem o preço dessa estrutura, é possível estimar seu custo tomando alguns exemplos. Veja o quadro. ”

Condição/
Empresa
Estrutura de eucalipto citriodora roliço, tratado quimicamente
em autoclave.
Na Callia Estruturas de Madeira.
Estrutura de espécies nativas (itaúba ou pequiá) serradas e aparelhadas.Na Habitate Projetos em Madeira. Pilares e vigas de madeira nativa serrada e aparelhada (peroba-rosa) e caibros de peroba-rosa de demolição. Na Orbital Estruturas de Madeira. Estrutura de madeira
nativa certificada
pelo FSC, serrada
e aparelhada. São usadas diferentes espécies, de cor
parecida. Na Ecolog.
Custo aproximado por m2 da obra. Inclui o projeto da estrutura (mas não o de arquitetura), material e montagem R$ 190. Com a estrutura do telhado
e a colocação das telhas (não inclui
as telhas). Usa conexões metálicas.
R$ 280. Inclui a execução e o projeto do telhado (terças e caibros). Exclui os barrotes (esperas) no piso para o assoalho. A partir de R$ 300, com o frete e a estrutura do telhado (terças e caibros). Utiliza ferragens galvanizadas a fogo
nas conexões.
R$ 350. Incluindo a estrutura do telhado (terças e caibros). Leva conectores metálicos nas junções.
Tempo de execução 30 dias
para 140 m2
20 dias
para 150 m2
30 dias
para 150 m2 ou mais
15 dias
para 100 m2
Peculiaridades do sistema O preço varia conforme o clima, a época do ano, o nível do acabamento, a equipe de carpintaria, a sofisticação e as dificuldades do projeto arquitetônico
ou estrutural.
Valor para terreno plano (em local acidentado, os pilares são mais longos
e usa-se mais material).
O custo sobe se o projeto de arquitetura não seguir as medidas de mercado para a madeira.
Distância da obra, dificuldade de acesso, terreno acidentado e grandes vãos encarecem. Se o projeto arquitetônico for pensado para a madeira (com medidas modulares, por exemplo), o preço cai. Casas muito recortadas e cheias de detalhes, com mais de dois andares, ficam
mais caras.
Autor: - Categoria(s): construção, dicas Tags: , ,
03/02/2009 - 17:50

Madeira na construção: produto ecológico?

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Algumas construções ecológicas podem contar com processos de construção ecológicos e outras podem contar com produtos ecológicos. Neste caso acima (projeto da Ecovalle), o madeiramento estrutural e detalhes de guarda corpos e pergolados foram feitos com eucalipto roliço autoclavado (toras roliças). Por que é ecológico?

Madeira tratada é floresta preservada. Ambientalmente correto, o eucalipto não agride a natureza, pois é retirado de reflorestamento e portanto madeira renovável. O eucalipto é uma espécie originária da Austrália que se espalhou pelo mundo. Foi trazida para o Brasil por imigrantes em meados do século XIX. No início do século passado, o engenheiro Edmundo Navarro de Andrade, da extinta Companhia Paulista de Estradas de Ferro, começou a estudar espécies que poderiam substituir as árvores nativas nos dormentes das ferrovias e na produção de lenha. Foi assim que o eucalipto começou a se destacar.

A árvore tem um rápido crescimento, adquirindo mais biomassa em menos tempo em relação às espécies nativas. Entre as aplicações do eucalipto estão siderurgias, carvão vegetal, móveis, portas, armações, postes, dormentes, aplicação rural, construção civil, paisagismo ou como matéria-prima para produção de papel e celulose, chapas e aglomerados, alcatrão, fenóis, tintas, resinas e pigmentos, o eucalipto está presente. Existem 600 espécies de eucalipto, plantado em mais de cem países.

Algumas aplicações do eucalipto tratado: Quiosques, casa de madeira roliça, passarelas, ancoradouros, portais, pontes, escoramento, estrutural, cobertura, ornamental, cercas, pergolas, decks, pisos entre outras.

As dimensões variam: diâmetro 6 a 30 cm e comprimento com até 12 metros.

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