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21/05/2014 - 12:12

Casas em declive

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Vejo estes projetos todos muito lindos , porem todos muito onerosos. Gostaria de uma ideia mais simples, meu terreno esta com caimento de 1,80 a cada 10 metros, tem de fundo 30 metros, quero construir uma casa de 72 metros quadrados com 3 quartos com suite. Estou com muita duvida em que fazer com este terreno.
Obrigado

 

Messias, os acabamentos das casas podem parecer caros e são , mas não se prenda a isso, o importante é como você fará a implantação da casa num terreno em aclive ou declive como no seu caso.O que é implantação?É um estudo feito sobre uma vista em corte( perfil) do seu terreno.Toda a vez que você respeita as condições naturais do terreno, Você evita grandes retiradas ou aterros na obra.A grande questão que pode ser o seu caso é se o seu terreno é vizinho de construções onde os vizinhos tenham subido muito a cota do terreno!Daí você pode se sentir “engolido” por eles.O resultado desta arquitetura é que você terá que copiar o modelo deles.

acima exemplo de casas de alto poder aquisitivo, mas  deixam um vazio estrutural por baixo.Solução para ficar mais alto?Depende do tamanho do pé direito que sobra em baixo, surgem novos andares, se gasta mais com estruturas.

Enfim é preciso se ter em conta a otimização do seu espaço.

Gosto muito deste perfil acima, veja que se estudou a predominância dos ventos e  insolação, casa bem projetada é saúde para a sua família!
Acredito que esta seja a melhor hora para se iniciar um projeto! Consulte o arquiteto da sua região!

 

Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, desenhos, pergunte que respondo Tags: , , , , ,
12/03/2012 - 19:44

Esquema de implantação basico

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Olá Mari, tenho um terreno com declive que chega a 12 metros do nível da rua, ele tem 600 M2 15×40, ao lado da reserva do condomínio . Pretendo construir uma casa aproveitando o declive preciso de 1 suíte, 2 quartos , sala e cozinha americana, com grandes janelas voltadas para a reserva, sou artista e recebo muitos artistas em minha casa e gostaria de fazer algo diferente. A casa precisa ter 130 M2 no máximo . Grata      

Noemi Mello

Olá Noemi

Não tenho como te fazer um projeto completo, mas uma dica de divisão dos níveis sim é possível como você poderá ver no esquema bem simples abaixo.Seu terreno tem uma área ótima, em 40 m descer 12m dá para fazer uma casa saindo do térreo e descendo até 3 pavimentos.O primeiro faria a sala com a cozinha  e seu atelier com uns 70m2.Abaixo faria uma área de serviço , um terraço de lazer com churrasqueira e até piscina se for o caso.No ultimo e mais baixo faria os quartos com uns 80m2.Infelizmente as escadas roubariam espaço interno.Acredito que você teria que liberar mais uns 30m2 por conta dela e da circulação.

 

     

 

 para projetos completos: consulte-nos www.arquimariana.com.br

     

Autor: - Categoria(s): condominios, construção, desenhos, pergunte que respondo Tags: , ,
04/03/2011 - 11:01

Estruturas Metalicas para Residências

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Mari, tenho um terreno em declive, com 12 de frente e 33 de fundo, com queda de 7 metros. Penso em construir usando estruturas de aço invés de concreto. O que pode me dizer sobre este tipo de estrutura, precauções, custos, etc. A casa terá 3 suites e estimo máximo de 200 metros quadrados. Desde já obrigado

Olá Maurício

Você tem um belo terreno e a estruturação em metálica pode ser vista com bons olhos em relação a tempo a um custo competitivo dependendo da região do Brasil que você estiver.também é possível usar estruturas metalicas de forma mista com alvenaria e concreto.As precauções básicas são em relação a ter um bom projetista e uma equipe capacitada que saberá lidar com aspectos de corrosão, modulação, rigidez, exposição e proteção a fogo etc.

PILARES MISTOS

Os pilares mistos, de maneira geral, são constituídos por um ou mais perfis de aço, preenchidos ou revestidos de concreto. A combinação dos dois materiais em pilares mistos propicia além da proteção ao fogo e à corrosão, o aumento da resistência do pilar. Essa combinação contribui para o aumento na rigidez da estrutura aos carregamentos horizontais. A ductilidade é outro ponto que diferencia os pilares mistos, os quais apresentam um comportamento mais “dúctil” quando comparados aos pilares de concreto armado.

Existem também outras vantagens, tal como a ausência de fôrmas, no caso de pilares mistos preenchidos, possibilitando a redução de custos com materiais, mãode- obra e agilidade na execução.
Os pilares mistos são classificados em função da posição em que o concreto ocupa na seção mista. A figura 7 ilustra algumas seções típicas de pilares.

Os pilares mistos revestidos caracterizam- se pelo envolvimento, por completo, do elemento estrutural em aço, conforme ilustra a figura 7(a). A presença do concreto como revestimento, além de propiciar maior resistência, impede a flambagem local dos elementos da seção de aço, fornece maior proteção ao fogo e à corrosão do pilar de aço. A principal desvantagem desse tipo de pilar é a necessidade de utilização de fôrmas para a concretagem, tornando sua execução mais trabalhosa, quando comparada ao pilar misto preenchido.

 

FIGURA 7: Exemplos de seções típicas de pilares mistos.FIGURA 7: Exemplos de seções típicas de pilares mistos.

 

Os pilares mistos, parcialmente revestidos, caracterizam-se pelo não envolvimento completo da seção de aço pelo concreto, conforme ilustra a figura .Os pilares mistos preenchidos são elementos estruturais formados por perfis tubulares, preenchidos com concreto de qualidade estrutural, conforme a figura .A principal vantagem é que este dispensa fôrmas e armadura e é possível ainda a consideração do efeito de confinamento do concreto na resistência do pilar misto. Fonte: portal Metalica

Uma casa em estrutura metálica e revestida em vidro pode ser uma experiência de sucesso no design e na sustentabilidade a R-128

Implantado no topo de uma montanha, com vista para Stuttgart e longe dos olhos de curiosos, o projeto incorporou a experiência fantástica de liberdade e contato direto com a natureza e as estrelas que o casal de arquitetos viveu no Iêmen. Para estar com a natureza, a transparência do vidro. Para estar de bem com o meio ambiente – e com a própria consciência -, uma construção toda erguida com materiais recicláveis, auto-suficiente na produção de energia térmica e ainda capaz de gerar eletricidade por elementos fotovoltaicos.

Continuidade, minimalismo, luxo e muito conforto resumem a ambientação de interiores, pensada para proporcionar o máximo de flexibilidade, característica garantida sobretudo pelas instalações elétricas e hidráulicas, cujos dutos são conduzidos por canais feitos de folhas de alumínio (recicláveis) que atravessam o interior da fachada. Não existindo camada inferior de reboco, ou qualquer outro revestimento sobre o fechamento de vidro, os canais ficam disponíveis e podem ser abertos para alterações em qualquer ponto, e a qualquer hora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aspecto marcante do projeto da casa R-128, o conceito para produção e reaproveitamento de energia térmica determinou uma estrutura em vidro triplo com 10 cm de espessura, preenchida de gás inerte e barreira de convecção, além de revestida com folha de metal que reflete raios ultravioleta. Assim encapsulada, a casa está totalmente isolada em relação às temperaturas externas e mesmo que o gelo se cristalize sobre a superfície externa da parede de vidro, ou que o verão seja extraordinariamente quente, o interior permanece em temperatura agradável.

A circulação do ar também constitui importante função para a manutenção do conforto térmico e para o caráter sustentável da residência. O sistema regula não só a circulação geral do ar, como promove também a recuperaçao do calor proveniente da exaustão, não perdendo, assim, sua energia térmica. A temperatura interna é automaticamente regulada em cada andar da casa e, caso ultrapasse o nível desejado, os registros de transferência de calor instalados no teto serão preenchidos com água fria. Aquecida pela energia térmica, a água dos registros é bombeada para baixo, onde se encontra o convertor que armazenará seu calor em reservatório isolado, até que ocorra nova queda de temperatura.

Sustentabilidade na pele
Nas fachadas sul e norte, as placas de vidro medem 2,80 m de altura por 1,36 m de comprimento; nas leste e oeste, 2,80 m por 1,42 m. O que definiu as dimensões das placas foi o comprimento máximo possível das folhas de isolamento térmico. Desta forma, priorizou-se um conceito mais econômico, com menor número de peças e, por conseqüencia, maior rapidez de montagem e desmontagem, sem contar a beleza provida pela continuidade.

A casa R-128 prova que um projeto sustentável pode ser arrojado e funcional. Em arquitetura, a sustentabilidade está no aproveitamento das condições climáticas, no baixo consumo de energia, no custo da contrução e no uso de materiais com pouca energia incorporada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conforto Térmico
A temperatura interna é automaticamente regulada em cada andar da casa e, caso ultrapasse o nível desejado, os registros de transferência de calor instalados no teto serão preenchidos com água fria. Aquecida pela energia térmica, a água dos registros é bombeada para o convertor, fixado sob a placa de fundação, que armazenará seu calor em reservatório isolado, até que ocorra nova queda de temperatura.

O ar fresco pode ser aquecido ou resfriado. Para que a temperatura constante do solo seja utilizada como fonte de calor ou de resfriamento para o ar de entrada, ele é transferido primeiramente para o convertor, e, em seguida, sugado pelo bloco sanitário. No inverno, o calor da exaustão será utilizado para o aquecimento do ar frio de entrada, que chegará a 20 graus. Esse sistema complexo de reciclagem da energia térmica limita a perda de calor do ar em até 30% no inverno.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA
Arquiteto: Werner Sobeck
Projeto geral: Werner Sobeck Ingenieure, Stuttgart
Projeto de energia: Transsolar Energietechnik, Stuttgart
Projeto hidráulico: Ing.-Büro Müller, Weissach

FORNECEDORES
Aço e fachada: Se-Stahltechnik, Stammham; vidro: Glas-Fischer, Murr; Guardian, Thalheim; Bischoff Glastechnik, Bretten; piso: Merk-Holzbau, Aichach; instalações elétricas: Elektro Tausk, Stuttgart; sensores: Jochen Köhnlein Gebäudeautomation, Albstadt; mobiliário: Fleiner, Stuttgart

Por Giovanny Gerolla

Fonte revista AU

Autor: - Categoria(s): construção, miscelanea, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , , ,
22/09/2010 - 19:00

Projetos compactos

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Olá Mariana, li uma reportagem sua na ig e vi que vc ajuda muitas pessoas, e no meu caso eu moro em Bauru e vou construir em um terreno 10 por 14 so que foi aprovado somente 60mts de construção pela caixa.Então não tenho idéia de como construir o desenhista me deu a idéias de construir em L porque vai ficar mais barato  ai ficaria 01 lavanderia 01 cozinha com a divisao com um balcao ficando integrada a sala que ficaria sala de tv e jantar pequena ai 02 quartos ,sendo 01 suite! ele pensou em construir tipo um vagao quarto suite quarto banheiro sala na virada ai a cozinha e a lavanderia. Ai ficaria uma frente para fazer area de lazer. uf acho que expliquei tudo vc pode me dar uma idéia???obrigada Patrícia

Eu estou assim desesperada pq tem que apresentar o projeto na prefeitura pq caso contrario a caixa nao aprova obrigada!

 

 

Olá Patrícia!

Vejo que está correndo, mas pergunto, em Baurú não tem nenhum arquiteto para te ajudar??Você está recorrendo a um desenhista?

Broncas à parte, acho difícil fazer correndo um esquema para você muito bom , mas em termos de layout dá para você estudar este, já que a sua metragem é super pequena o arranjo do layout devrá ser super compacta.Inclusive com janelas de banheiro dando ou para cozinha ou para área de serviço…

 A não ser que você rotacione  90 graus esta planta  dentro do seu terreno…Assim vai ter um dormitório com janela frontal e a suíte com janela para os fundos

e Boa sorte!

Autor: - Categoria(s): construção, desenhos, dicas, pergunte que respondo Tags: , ,
03/03/2010 - 11:54

Blocos aparentes, quais os melhores para conforto?

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Oi Mari estou pensando em construir uma casa com bloco de concreto mas estou insegura pq algumas pessoas falam bem e outras falam mau e como não sou da área não sei avaliar os prós e os contras. Você pode me ajudar? Gostei muito do estilo da casa que você mostrou e estou pensando em algo parecido. Aguardo resposta.

Att
Bete

Olá Bete

Para começar alguns dados técnicos  para comprovar  comportamento de blocos cerâmicos comuns e os blocos de concreto celular que pesquisei.

 O tijolo cerâmico é uma vedação amplamente utilizada e um elemento já enraizado na cultura popular. O resultado do isolamento desta vedação é utilizado como parâmetro de comparação entre os sistemas novos e o que a população já se apropriou. O painel de concreto é uma alternativa de vedação que vêm sendo utilizado com mais freqüência, principalmente em empreendimentos comerciais, mas ainda pouco difundido em edificações residenciais. E os painéis de PVC e de chapa zincada se apresentam como alternativas recentes, propostas para uso em habitações populares, mas que sofre com o “pré-conceito” existente entre a população. Todos são utilizados no Brasil como vedação externa e também interna e se apresentam como sistemas construtivos independentes para residências térreas, como os painéis de PVC com lã de vidro e o painel de chapa zincada.

Os resultados dos ensaios e o índice de redução sonora são comparados aos valores de isolação sugeridos pelo projeto de norma SC136 e pelas recomendações norte americanas do para isolação entre ambientes.  

De acordo com o IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – o índice de redução sonora do tijolo cerâmico furado tipo “baiano” espessura de 9 cm, assentado em pé, 1,5cm de reboco apresentou classe de transmissão sonora igual a 38dB. O tijolo cerâmico é o tipo de alvenaria mais utilizado no Brasil. Existem muitas situações em que este material é adequado para isolar o ruído externo, porém em situações críticas, de ruído externo, este é utilizado “deitado”, até mesmo paredes duplas, dependendo do nível sonoro requerido no interior do ambiente e do nível de ruído externo.

 

O índice de redução sonora (Rw) deste material resultou em 42dBA Significa que uma parede constituída de blocos de concreto celular autoclavado, sem nenhum elemento inserido na sua superfície – uma janela, por exemplo – atende como vedação de uma sala de estar de uma residência que exige um ruído de fundo entre 40 a 50dBA, desde que o ruído externo não ultrapasse valores de 82 a 92dBA. Este nível de ruído representa, por exemplo, uma avenida movimentada, ou um rádio caseiro ligado em volume elevado. Além disso, o isolamento deste bloco, de espessura de 12,5cm é melhor que o do tijolo cerâmico, tipo “baiano”, com espessura de 9cm. Pode-se concluir que o isolamento do bloco de concreto celular autoclavado é compatível com o desempenho requerido em uma residência, por exemplo.

Geralmente um bom isolante acústico também pode se fazer de bom isolante térmico, mas nem sempre! Por isso ando pesquisando também para meus projetos blocos que possam ser utilizados para ambas as situações críticas

 

Bloco Térmico da ECOPORE

Dados do fabricante atestam Estabilidade mecânica, conforto térmico-higrométrico, estanqueidade à chuva, segurança ao fogo, conforto acústico, durabilidade, adaptação à utilização, facilidade de execução, economia, são as exigências mais relevantes de desempenho das paredes exteriores, envolventes dos edifícios.

As alvenarias realizadas com o bloco térmico ThermoBloco da ECOPORE proporcionam um isolamento térmico aliado a boa resistência mecânica, satisfazendo as exigências técnicas de mercado.

O Sistema de Blocos seria concebido especialmente para realizar paredes exteriores ou divisórias confrontando com zonas não aquecidas em pano simples sem qualquer complemento de isolamento térmico.

Segundo eles os Blocos Térmicos constituem um excelente isolamento térmico e uma boa resistência mecânica. Permitem realizar paredes exteriores com:

  • estabilidade mecânica;
  • segurança ao fogo;
  • estanqueidade à chuva;
  • conforto termo-higrométrico;
  • conforto acústico;
  • durabilidade;
  • adaptação à utilização;
  • facilidade de execução
  • economia

 

O sistema destina-se a edifícios de habitação ou serviços. As paredes exteriores deverão ser sempre revestidas, pelo menos exteriormente.Neste caso não fica aparente como a gente vê nos projetos…Ainda irei me aprofundar mais nesta pesquisa! Vale a pena!Veja abaixo os blocos aparentes…

inst88_01_03_09

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acima projeto do studio 6 arquitetura para residencia na aldeia da serra-sp

Existem testes e produtos  sendo inserido no mercado com adição de agregados, ou resíduos como o poliuretano , que podem os tornar mais leves e melhores em conforto, mas é preciso que seja realmente testado ou comprovado e logicamente se estão dentro das normas que avaliam e atestam a qualidade destes produtos

Autor: - Categoria(s): construção, desenhos, dicas, pergunte que respondo Tags: , , , , , , ,
09/02/2010 - 19:12

Ideias boas de casas

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Oi Mary Comprei um terreno com 12 de frente 37 de comprimento por 18 de fundos, e o mesmo começa com declive de 2,5 mts ao nível da rua e depois vai tornando bem mais suave (na extensão de 33 mts um declive próximo de 2 mts. Penso em fazer uma casa de e quartos , suíte, garagem e no Maximo de dois níveis. Por gentileza, tens alguma sugestão ou algum projeto similar para que possamos ter uma noção?

Olá Joseph , idéias, mais idéias, vamos lá.Um projeto para um terreno maior que o seu e com um pouco mais de declividade.Para uma casa em Barueri o Arq Marcio Mazza se aproveitou da declividade e dividiu a casa em dois blocos em níveis diferentes, setorizou os ambientes e mexeu muito pouco com terraplanagem.Esta é uma ótima receita!Veja como ele interpretou esta receita:

 corte marcio mazza

2pav marcio mazza1 pav marcio mazza

resultado estético:

cobertura_escada

O visual e acabamentos estão meio brutalistas, por opção provavelmente de cliente e arquiteto,  mas você pode dar toda uma releitura deste conceito, utilizando outros métodos construtivos também.Daí vem minha eterna dica, contrate um arquiteto!

Autor: - Categoria(s): construção, desenhos, pergunte que respondo Tags: , , , ,
05/02/2010 - 18:12

Terrenos difíceis

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Oi mary estou com um problema e gostaria muito que vc me ajudasse como um ótima arquiteta que é você. Tenho um terreno com nível abaixo do terreno com apenas 6 metros de frente e 23 de comprimento e 12 no fundo resumindo é um  triangulo. Só que já construí a minha casa assim mesmo abaixo do lote com 5 cômodos e uma varandinha na frente o meu quarto ficou na frente e teve que ficar como um triangulo. Agora gostaria de fazer uma garagem na frente e não quero que fica também fora do nível pensei em fazer co um alicerce nivelado com a rua somente a garagem e outro espaço deixaria para a entrada da casa com escadas. Porem não sei se é uma atitude certa e gostaria muito que vc me ajudasse.A minha casa ainda não é murada e pretendo murar neste mês já construindo  a garagem. dê uma dica xau bjsss.

 

Dicas para quem já construiu…Bom melhor seria se tivesse o projeto com um arquiteto antes… Depois é tentar reverter a situação…Como não tenho sua planta comigo te dou uma solução pára um terreno difícil em declive e triangular.

Na verdade um arquiteto pode pensar em milhões de soluções para o teu terreno e a sua garagem, então te mando uma bem simples, para que você saiba que pode fazer a garagem no nível da rua e criar um talude de contenção, entre a garagem e a casa.A casa estaria de 2 a 3 metros abaixo do nível da rua e, portanto escondida, o que pode ser bem interessante do ponto de vista da privacidade, acústica, mas nem tanto em relação à insolação.O problema é que você respeita o nível natural do terreno  e fica lindo, já seu vizinho vem e constrói uma mega casa tipo elefante no pires e acaba com seu sol!E você pensa, maldita hora que respeitei a declividade  e os recuos nesta cidade ou neste país sem lei e respeito pelos concidadãos…

Mas Não!Não desanime, pinte de branco os muros internos, e use e abuse de espelhos para refletir a luz do sol para o andar inferior, misture com plantas e “Voilá”!Vai matar de inveja seus vizinhos!

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Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, desenhos, miscelanea, pergunte que respondo Tags: , , ,
12/11/2009 - 12:27

Casa suspensa no ar

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Prezada Mari !
Não me canso de ler todas as matérias do seu blog, nesse primeiro contato solicitarei uma indicação, mas saberei entender se não houver tempo para me atender.

Acabo de adquirir um terreno no Itanhangá, RJ, de fundos para uma mata fechada onde há um riacho e dentro de um arejado condomínio de 23 lotes. O meu é o menor, 1260 m², sendo 20 F x 47,5 E x 39 D e 32m de fundos, com declive acentuado. Começa com cota 45m e termina cota 20m.

Pretendo algo em torno de 120 m², talvez em tijolo ecológico, madeira e blindex ou vidros grandes para contemplar a área verde.  Penso em dois andares internos acompanhando o desnível do terreno, para não acabar num precipício. Haveria algum projeto estilo rústico, com telhado diferenciado e vidros para clarear?
Atenciosamente
Jorge

Nossa Jorge, entendi bem? 25m de desnível? Veja se é isso mesmo!!

Como você pretende construir poucos metros, achei que deveria necessariamente utilizar dois níveis. Sendo o social em cima  e com acesso mais fácil, e uma garagem vindo da rua e os quartos abaixo.

Pesquisando na internet, acabei topando com este projeto muito legal e simples para exemplificar um projeto interessante. Foi para um concurso da Empresa Masisa de compensados. O segundo colocado, o arq. André Eisenlohr, fez este projeto abaixo:

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Com o conceito orgânico de integração com o entorno, o arquiteto optou por deixar a casa com toda sua estrutura aparente, composta por pilares de eucalipto e vigas de muiracatiara, espécies que vem sendo reflorestadas de forma sustentável.

A cobertura é composta por telhas de fibra vegetal. Situada em um terreno em declive acentuado, a execução da obra permitiu que o arquiteto usasse sua experiência em técnicas de alpinismo e montanhismo, como o uso de reduções de peso com cordas e polias.

A casa foi construída com maneira artesanal, além de mão de obra reduzida e especializada. Foram usadas placas de 15 mm de OSB para o fechamento das paredes, formando um “sanduíche” com 5 cm de distância entre elas, o que proporciona um melhor conforto e isolamento termo-acústico e possibilita a passagem da fiação elétrica de forma simples e racional.

A escolha do sistema de construção seca com OSB foi feita pela facilidade e rapidez de montagem, além de sua resistência, leveza e textura visual, que deixa aparente o conceito orgânico e o partido ecológico do projeto, visando o mínimo impacto ambiental e a máxima integração com a natureza.

O custo da obra foi reduzido em função do preço do material, da redução do tempo de construção, do sistema construtivo e da mão de obra.

www.iabpr.org.br

www.masisa.com/

arquitetandonanet.blogspot.com

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Autor: - Categoria(s): construção, desenhos, fornecedores para obra, pergunte que respondo, sustentabilidade Tags: , , ,
15/10/2009 - 19:38

Construção mais sustentável em terrenos em declive

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Olá, me interessei no tópico, pois tenho um terreno em declive e sempre achei que aterrar é desperdício de espaço e dinheiro. Penso em fazer uma edícula com possibilidade de expansão para ser a casa principal. É um terreno de 12X32m (384m²) com declive de 1,70, onde pretendo fazer quartos em baixo e uma cozinha conjugada com área para churrasco acima deles.

Uma dúvida é: a impossibilidade de fazer banheiros abaixo do nível da rua não torna os quartos “antipráticos” principalmente à noite? Outra ideia que tenho é a de fazer uma casa o mais próximo possível do ecologicamente correto, com cisternas que acumulem água das chuvas e utilizar tijolos de solocimento. O que me sugeriria?
Obrigado.
Érico, Ilha Solteira – SP

 

Olá Érico, legal que tenha se interessado, realmente é difícil fazer o convencimento do cliente que adora aterrar terrenos em declive para ter uma casa alta e imponente!! Mais fácil seria se comprasse logo um terreno em aclive!

Bom é um belo lote este seu, mas não entendi a impossibilidade de fazer banheiros abaixo da rua? Seu esgoto e águas pluviais não descem para o lote de baixo em sistema de servidão? Quartos sem banheiros realemente NÃO dá! Olha como seu declive é pequeno! Os casos que citei anteriormente são para terrenos com 3 m de declive ou mais.

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Construção ecológica se baseia em muitos aspectos, você pode ter partes ecológicas e outras não. Não adianta muito construir em solo cimento se para vir o material até a obra, irão ser consumidos fretes e  diesel para ser transportados. O melhor material é aquele que poderá ser feito no local, se a terra é boa pode ser feito em solo cimento, se tiver pedras, usar as pedras, e respectivamente com outros materiais nativos. E sobre armazenamento de água é uma ótima pedida, gera um investimento alto no começo mas costuma se pagar ao longo de 5 a 10 anos.

Veja algumas dicas de solo cimento:

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“O solo-cimento é um material obtido através da mistura homogênea de solo, cimento e água, em proporções adequadas e que, após compactação e cura úmida, resulta num produto com características de durabilidade e resistências mecânicas definidas.

Este material de construção vem suprir boa parte das necessidades de instalações econômicas na maioria das regiões rurais e suburbanas no Brasil.

O uso do solo-cimento no Brasil vem, desde 1948, ajudando na satisfação de tais necessidades, encontrando-se hoje já bastante difundido.

A presente comunicação relata aspectos técnico-econômico-sociais de alguns anos de trabalho com esta modalidade de construção na CEPLAC/EMARC-UR.

Nesses quase 25 anos de experiência na região cacaueira, destacam-se obras no meio rural e urbano, em particular a construção de uma creche com 1.240 m2 em Juçari-Ba, sendo a segunda maior obra de solo-cimento no Brasil.

A tecnologia do solo-cimento é aplicada às construções das populações de baixa renda e foi introduzida na comunidade da região cacaueira porque tem como benefícios: a economia de tempo e material, bem como facilidade de execução atendendo a segmentos da população na faixa de pobreza, como é o caso dos “sem-terra”, permitindo o uso de mutirões.

CAMPO DE APLICAÇÃO

A principal aplicação do solo-cimento em habitações populares no meio urbano é a construção de paredes monolíticas.

Por afinidade, seu emprego pode ser estendido para construções de casas, depósitos, galpões, aviários, armazéns, etc.

O solo-cimento pode ainda ser empregado na construção de fundações, pisos, passeios, muros de contenções, barragens e blocos prensados.

VANTAGENS

O solo-cimento vem se consagrando como tecnologia alternativa por oferecer o principal componente da mistura – o solo – em abundância na natureza e geralmente disponível no local da obra ou próxima a ela.

O processo construtivo do solo-cimento é muito simples, podendo ser rapidamente assimilado por mão-de-obra não qualificada.

Apresenta boas condições de conforto, comparáveis às construções de alvenarias de tijolos cerâmicos, não oferecendo condições para instalações e proliferações de insetos nocivos à saúde pública, atendendo às condições mínimas de habitabilidade.

É um material de boa resistência e perfeita impermeabilidade, resistindo ao desgaste do tempo e à umidade, facilitando a sua conservação.

A aplicação do chapisco, emboço e reboco são dispensáveis, devido ao acabamento liso das paredes monolíticas, em virtude da perfeição das faces (paredes) prensadas e a impermeabilidade do material, necessitando aplicar uma simples pintura com tinta à base de cimento, aumentando mais a sua impermeabilidade, assim como o aspecto visual, conforto e higiene.

SOLO-CIMENTO – MATERIAIS CONSTITUINTES

SOLO

Os solos adequados são os chamados solos arenosos, ou seja, aqueles que apresentam uma quantidade de areia na faixa de 60% a 80% da massa total da amostra considerada. 

Quando este tipo de solo não for encontrado, pode-se fazer uma correção granulométrica no solo encontrado (70% de areia e 30% de silte e argila), misturando uniformemente e peneirados, obtendo-se o mesmo resultado.

Nas misturas usuais, as quantidades variam na faixa de 12 a15 partes de cimento para 100 partes de solo seco, em massa, o que corresponde, em média, à proporção cimento:solo. Desta maneira, é facilmente notada a importância que a escolha de um solo adequado representa para a produção de um solo-cimento com qualidade.

Na obtenção do solo, para grande volume de obras, a dosagem do cimento deve ser determinada em laboratório, atendendo não só a qualidade final, mas também à economia, pois um traço exageradamente rico em cimento poderia comprometer a construção.

Escolhido o material e determinada a dosagem (traço), o construtor prepara a mistura de forma semelhante a que se faz para outras argamassas.

Quando o volume de obras é pequeno, existem testes para a avaliação das características granulométricas de um solo. Alguns deles são feitos, como o Teste da garrafa e o da Retração do solo.

PREPARO DA MISTURA

Deverá ser feito o peneiramento do solo numa malha ABNT de 4,8mm. Esta operação tem por função promover a pulverização do material, sendo o resíduo destorroado e, então, repeneirado. Deverão ser descartados apenas aqueles pedregulhos maiores que a abertura da malha.

O solo é espalhado em uma superfície lisa (bandeja de madeira ou chão batido), devidamente peneirado. Adiciona-se o cimento e faz-se a mistura até obter uma coloração uniforme ao longo de toda a massa. Logo após, coloca-se água em pequena quantidade, de preferência com o uso de regador com pequeno chuveiro adaptado, evitando a sua concentração em determinados pontos.

Na prática, a umidade da mistura é verificada através de procedimentos simplificados, baseados na coesão apresentada pela massa fresca. Quando a amostra está seca, não existe a formação de um bolo compacto, com marca nítida dos dedos em relevo, ao apertarmos na mão a massa de forma enérgica. Outro método complementar muito utilizado consiste em deixar cair o bolo formado, de uma altura aproximadamente um metro, sobre a superfície rígida. No impacto o bolo deverá se desmanchar, não formando uma massa única e compacta. Se houver excesso de água, a massa manterá úmida e rígida após o impacto, fato não desejável.

FERRAMENTAS NECESSÁRIAS

BÁSICAS: cavador, enxada, enxadete, pá, picareta, cordão de nylon, martelo, escala numérica, serrote, colher de pedreiro, balde, nível de bolha, mangueira de nível, esquadro, carro de mão, prumo, peneira, etc.

ESPECIAIS: forma para estaca de concreto, forma para compactação de parede com parafusos específicos.

COMENTÁRIOS FINAIS

As possibilidades de aplicação do solo-cimento na área rural e urbana estão longe de serem esgotadas.

Por ser um processo de fácil assimilação por qualquer pessoa, utilizando somente materiais locais, não necessitando de energia de qualquer natureza para sua produção, nem mesmo animal, a tecnologia do solo-cimento certamente se constitui no processo que permitirá uma verdadei-ra revolução nas construções rurais e urbanas brasileiras, pois associa um baixo custo a uma elevada qualidade.

A EMARC-URUÇUCA dispõe de informações específicas sobre as diferentes aplicações do solo-cimento, disponibilizando-se para fornecer maiores detalhes das técnicas construtivas.

*Eng°. Agrimensor, Técnico em Assuntos Educacionais (Escola Média de Agropecuária Regional da CEPLAC/EMARC – URUÇUCA – BAHIA).”

 

texto de:Efren de Moura Ferreira Filho

 É importante saber que na construção civil, o solo-cimento pode ser usado de quatro maneiras diferentes: em tijolos ou blocos, nos pisos e contrapisos, em paredes maciças e também ensacado. Vejamos:

Tijolos ou blocos — São produzidos manualmente ou em pequenas prensas, dispensando a queima em fornos. Eles só precisam ser umedecidos para se tornar muito resistentes e com excelente aspecto.

Paredes maciças – Técnica similar à taipa de pilão usada no período colonial. A a massa é compactada diretamente na forma montada no próprio local da parede, em camadas sucessivas, no sentido vertical, formando painéis inteiriços sem juntas horizontais.

Pavimentos — O solo-cimento também é compactado no local, com o auxílio de formas, mas em uma única camada. No final, o piso fica constituído por placas maciças, totalmente apoiadas no chão.

Ensacado – A mistura de solo-cimento, em formato de uma “farofa úmica”, é colocada em sacos que funcionam como formas. Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de uso, onde são imediatamente compactados, um a um. O resultado é similar à construção de muros de arrimo com matacões, isto é, como grandes blocos de pedra.

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03/09/2009 - 17:56

Terreno em declive: casa enterrada?

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Tenho um terreno em declive (caído da rua para o terreno) e vou construir um sobrado. A queda não é muita, mas quero aproveitar para fazer as garagens embaixo, então minha ideia é baixar mais o terreno e fazer uma rampa na lateral para acessar a casa. A intenção é colocar no primeiro nível sala de estar e jantar, lavabo, cozinha e lavanderia. E no piso superior três quartos e banheiro.

Minha duvida é, como eu deixo a cozinha e lavanderia com boa iluminação pois o terreno é 5×32m e a casa vizinha é sobrado e está na divisa. Também cogitei fazer a laje da garagem (que é piso do nível da cozinha) até o final do terreno, para não precisar descer escadas toda vez que lavar roupa, mas meu receio é ficar muito escuro no último andar. Se eu deixar um vão de 2 metros no fundo (sem laje) é uma abertura suficiente para arejar e clarear a garagem? Outra coisa, há como eu fazer o acesso da garagem para o primeiro nível (sala ou cozinha) com algum tipo de cobertura para época de chuvas?

 

Olá Marcia!

Que tal cair fora do lugar comum??? Que tal fazer salas e cozinha em cima e quartos em baixo?

E outra, não precisa afundar mais a casa, é só você elevar um pouco (1m) o bloco de cima como no esquema acima. Como não sei qual é o seu desnível real, fica esta dica. Já imaginou ter uma vista legal e um terraço da sua sala? Os quartos podem ficar mais isolados da rua, o que é muito bom!

Com 5m de largura você só consegue colocar 2 quartos para frente o terceiro teria que ter janela para a rua. Para melhorar a claridade em casas muito próximas umas das outras, pintamos os muros de branco e até podemos usar espelhos e pisos bem claros também. O importante é manter ventilação cruzada principalmente no andar inferior.

Pessoal, vale a pena contratar um arquiteto para fazer um estudo da casa, principalmente nesta fase de implantação. Não gastem numa obra para fazer um dos tantos mostrengos que vemos por aí!! Desculpem a franqueza, mas é verdade! As pessoas confundem arquiteto com decorador e acham um trabalho supérfluo… Nada contra decorador, mas é um trabalho essencial o de arquitetos!

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