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Arquivo da Categoria vida de arquiteto

13/08/2014 - 20:30

Para que a gente serve mesmo?

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Olá Mari,

Tenho um terreno de 28×130 com uma declividade de +/- 4 ou 5 metros(eu acho)!!

Gostaríamos de construir uma casa de fim de semana. Pensamos em construir em blocos isolados. Assim poderíamos ir construindo em etapas.

Nossa ideia é: A casa principal com sala/cozinha integrada, 3 suites e uma varanda em toda a extensão da sala e quartos. Uma area de serviço/lavanderia.

Um segundo bloco com 3 quartos e banheiros para hospedes.

E um terceiro bloco de lazer com piscina e edicula com churrasqueira, sauna,…

Pensamos em fazer uma casa simples, rustica. Com pouca alvenaria, com madeira e vidro. Privilegiando a paiagem com muito verde.

Devido a inclinação do terreno pensamos a principio em fazer 3 platos de 20m no terreno e deixar na frente da casa principal uma area de chegada e estacionamento para carros.
Meu marido não é muito favorável a trabalhos de terraplanagem, com medo que no futuro possamos ter problemas com a movimentação do solo.

O que voce acha disso tudo? Qual dicas pode nos dar?

Agradeço desde já.

Att,
Claudia

 

Olá Claudia, como o seu marido também não sou a favor de grandes trabalhos de terraplenagem, e neste terreno a declividade esta muito baixa, menos de 1% se as medidas que você passou são estas mesmo.

Dividir o terreno em platos iguais me parece dar um ar de implantação muito ordenada e cartesiana, então na hora de discutir com seu arquiteto, afinal o arquiteto além dos projetos das casas também estuda a viabilidade da implantação no terreno, você deve passar este programa de modulação de espaços e balizar um cronograma de obras para uma obra não venha atrapalhar uma etapa já concluída.

Planejamento é a chave para seu empreendimento!Obra em etapas é muito interessante, mas deve partir de um estudo global onde se imagina no futuro todo o projeto 100% construído. Chamamos isso de MASTER PLAN.

Neste plano estará projetado como serão feitas as obras, sem danificar as partes já concluídas, as circulações entre as construções, as áreas ajardinadas e plantio de árvores.

Após este estudo é que se inicia propriamente os projetos das casas.

Materiais naturais e que estejam de fácil acesso na região da obra devem ser priorizados , assim como uso inteligente e racional dos recursos naturais como água e sol.

Dica importante para seu plano, pense junto com seu arquiteto e levante estas questões, pois por mais belos que sejam os acabamentos escolhidos depois, nada vai corrigir uma implantação errada, uma solução energética errada, um estudo de conforto errado ou ausente.

Ajudei??

 

TRENDIR

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HOME DESIGN DSGN

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DECOIST

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Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, dicas, pergunte que respondo, vida de arquiteto Tags: , , , , , ,
24/01/2012 - 17:45

Por onde começar uma reforma

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Comprei um apto novo, um duplex, por onde deve-se comecar uma reforma? piso? pintura? Gesso? quais sao os passos a seguir para se ter um bom andamento da obra? obrigado,Reg

  

Olá Reginaldo, muito básico dizer , mas você precisa ter ajuda de um profissional que só faça este tipo de coisa.Procure um arquiteto familiarizado com reformas em apartamentos.Existe toda uma burocracia envolvida em relação ao condominio que ele vai tirar de letra.Isso só para começar!

É muito pertinente sua pergunta e ajudaraá muitos acredito.Fácil falar procure um arquiteto? Na verdade é o famoso ditado que se não o barato sai caro, ou então se não sai BEM feio!

Enfim talvez nas contas no final, dê no mesmo você ter ou não a presença de um profissional, então é melhor tê-lo!

Afinal se eu fosse este profissional que você contratou, por onde eu começaria?

Precisamos começar por uma planta do local e um levantamento, fazemos assim os primeiros estudos e os layouts prevendo as situações do seu dia a dia, remanejando espaços para que fiquem uteis e confortáveis para o novo dono.Avaliamos um projeto como uma obra , já que também a executamos.Para isso vistoria-se a  eletrica, hidraulica e outros pontos da infraestrutura.Depois vem as escolhas de acabamentos pisos, forros.Depois vem as pedras, tampos.

Só mais para frente vemos a iluminação, marcenaria e espelhos e vidros.

A pintura vai entrar nos ultimos 30 dias de obras se seu apto for novo, se for antigo vai entrar bem antes.

De novo, o que sabemos é que cada caso é um, e o seu profissional deve além de fazer o projeto, fazer um cronograma de compras e decisões, para não atrapalhar o andamento da obra.Assim você poderá saber quando deverá escolher e fechar cada item, e não adianta; tudo tem seu tempo e não se atropelam  atividades na obra, se não a qualidade final é severamente prejudicada

 

Vista de uma escada numa casa recém comprada

Depois de projetada a casa mudou bastante a sua configuração e começam a mudar as paredes

 

Depois de configuradas as paredes e eletrica e hidraulica, começamos a preparar os acabamentos.Reparar que em cada nicho existe um foco de mini led

São configuraçãoes feitas de acordo com os desejos do cliente e tem uma função.Neste caso servirão para colocar sua coleção de arte trazida da Indonésia

Autor: - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo, vida de arquiteto Tags: , , ,
05/05/2011 - 13:48

Voltando de Milão

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A cidade de Milão na Itália recebe todo ano a maior feira de mobiliário e iluminação do mundo.Muita gente, mas muita gente mesmo do setor lota os corredores deste centro de convenções que é umas  15 vezes o Anhembi de São Paulo

A cidade de Milão respira design e eventos sobre o tema

O que rola numa feira destas é algo monumental.São poucas horas na verdade para se conhecer tudo o que é apresentado.mas esta arquiteta foi lá e conferiu as novidades e tendencias que muito provavelmente estaremos usando por aqui.Em arquitetura e interiores não dá para dizer que em um ano a moda muda.Este movimento demora no mínimo uns 5 anos e no máximo 10 anos.

Afinal existe muita pesquisa , aceitação no mercado, a fabricação, comercialização e daí a visualização disso em massa.

Existe um pouco de resgate a formas  orgânicas, e portanto muita ousadia nas criações e para quem vai usar.Adici0ne isso a cores nada pasteis e voilà!

Em breve mais imagens!

Autor: - Categoria(s): interiores, vida de arquiteto Tags: , , ,
26/01/2010 - 19:31

A chuva

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Bastou chover e alagar nossa rua e para piorar ficarmos sem a internet…O eterno CAOS de São Paulo!

Vale ler e pensar no artigo de um colega arquiteto da USP  publicado ontem no Caderno 2 do Estado de São Paulo

”A cidade paga por não planejar” por GABRIEL MANZANO FILHO

“Enchentes, deslizamentos… Para o urbanista Kazuo Nakano, só quando entender a natureza São Paulo sairá dessa armadilha

 

Abram todos os seus guarda-chuvas, desviem das goteiras, cantem Parabéns… mas antes de apagar as velinhas prestem atenção: o grande presente que são Paulo deveria ganhar hoje, pelos seus 456 anos, seria um súbito ataque de paixão pelo planejamento urbano.

“É disso que a cidade mais precisa, para sair da armadilha em que caiu”, adverte o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis. É por não ter essa cultura, avisa ele, que em todos os verões a vida paulistana fica paralisada e a população condenada a ver pela TV a triste rotina de inundações, deslizamentos, avenidas entupidas de carros parados e uma crescente conta de vítimas fatais.

A causa disso – além de ser este o janeiro mais chuvoso dos últimos 70 anos – é o desprezo pela natureza. A mania de construir a cidade como se os rios não existissem. A incapacidade de entender que eles têm seu ritmo, que muitos transbordam no verão, que não se pode “fechar” o chão com cimento e asfalto. “Na Europa isso foi aprendido há séculos. Mas aqui continuaremos nessa armadilha enquanto não mudarmos de rota”, avisa o Nakano.

Velho conhecedor dos conflitos paulistanos, participante ativo de vários planos diretores, como os de São Paulo, Fortaleza e Vitória, o urbanista, formado pela FAU-USP, traz uma boa e uma má notícia. A má é que a cada ano os problemas se agravam, as soluções fica mais caras e a situação “vai piorar antes de melhorar”. A boa é que há saídas técnicas para o drama paulistano – basta ver como as cidades da Holanda, que vivem abaixo do nível do mar, fizeram para eliminar o problema. A seguir, trechos da entrevista.

Por que as chuvas, em São Paulo, deixaram de ser um incômodo para se tornarem tragédias?

Porque os problemas não são resolvidos e vão se agravando. Porque não existe uma cultura de planejamento urbano para resolvê-los. Porque os governantes se dedicam ao jogo político do toma lá, dá cá e a projetos de curto prazo. E quando as chuvas, como agora, batem todos os recordes, todo mundo grita.

Então, no ano que vem vai acontecer tudo de novo?

Se chover forte, sim. Este é o caso típico de uma tragédia anunciada. A cidade caiu numa armadilha e dela não vai escapar enquanto não entender e respeitar o ritmo de seus rios e córregos.

O que você quer dizer com ”entender e respeitar”?

É conviver com a natureza. Ao ocupar margens de rios, a população paga por não perceber como eles funcionam. Um destino que tantas outras cidades do mundo aprenderam a evitar. Veja a Holanda. Como metade de seu território fica abaixo do nível do mar, eles desenvolveram sofisticados sistemas de controle, com canais, comportas, um ritmo preciso de escoamento, monitorado o tempo todo. Resultado: eles até sabem que é possível, às vezes, construir perto das margens, e o fazem, mas deixando vazio o espaço de que o rio necessita.

Pode dar um exemplo?

Estive, no final do ano, na cidade de Leuven, na Bélgica. Ela é toda cortada por meandros de um rio – mas montaram uma rede de canais e comportas em seu curso, intercalando jardins e piscinões, antes que ele chegue à área urbana. Pode chover muito, que mesmo assim a vida da cidade não para.

Então, existe uma saída. Por que não é adotada?

Aqui vamos criando a cidade como se o Tietê e o Pinheiros não existissem. Alterar esse quadro exigiria um poder público forte, do qual não dispomos. E não dispomos porque o jogo político não deixa espaço para isso. Autoridades e lobbies dedicam-se a trocas, a obras de curto prazo, sem impacto na vida da cidade.

Mas também é preciso dinheiro.

Esse é o segundo problema: nossas prefeituras vivem na miséria. Recebem só 18% da arrecadação do País, enquanto o governo federal fica com 58% e o Estado com 24%. E a maior parte do bolo municipal vai para saúde, educação e custeio. O que isso significa? Que a capacidade de investimento nos espaços urbanos é quase zero.

As autoridades são pressionadas e tentam melhorar as coisas…

Mas se desgastam em coisas de curto prazo, do tipo inaugurar escola, asfaltar rua, abrir hospital, alargar avenida. Sempre deixam para depois o que é caro, ou difícil de aprovar.

Tem um caso concreto disso?

Enquanto chove e se discute a retirada de moradores dos morros e margens de rios, a região próxima à Cidade Tiradentes, na zona Leste, vem sendo rapidamente ocupada. É mais um grande problema em formação. Se não adotarmos o que chamo de cultura do planejamento, não vamos a lugar nenhum.

Dramas como os de Angra dos Reis são mais do mesmo?

Em grande parte, são. Mas não devemos nos limitar ao que aparece nas manchetes dos jornais. O mesmo drama se repete nas profundezas da Amazônia, em Maués e Tefé. E como estancar esse fenômeno se mesmo num Estado com São Paulo, o mais adiantado, apenas 10% das cidades têm engenheiros e arquitetos? Se as cidades não têm equipes técnicas, não há como formar uma massa crítica para pensar os desafios urbanos.

A Câmara paulistana começa a discutir a revisão do Plano Diretor, que é de 2002. O que você espera dela?

A revisão é uma coisa necessária, não se deve nunca ser contra, mas veja, estamos revisando um plano que ainda não foi avaliado, grande parte dele não foi levada à prática.

Qual parte?

As chamadas zonas especiais de interesse social são um exemplo. O plano propõe formas de instalar em áreas vazias populações que vivem à beira de rios e córregos. Há mais de mil áreas demarcadas no plano, mas o assunto não avançou. O novo texto da Prefeitura fez algumas alterações, não tão expressivas.

O que o novo plano fala sobre enchentes?

Tem boas intenções. Desimpermeabilizar o solo, implantar praças e parques lineares, preservar as várzeas e projetar modos adequados de ocupá-las. Isso é crucial e teria de ser aprovado e posto em prática com urgência.

Que nota você daria à qualidade de vida de São Paulo, comparada com 10 anos atrás?

Isso depende de definir um padrão. Mas posso dizer: a qualidade caiu, e bem. Se a nota anterior fosse 6, hoje seria 5, mas em queda. Pois não estamos vendo nenhum debate sobre o longo prazo.

Há cidades, no Brasil, com melhores exemplos para mostrar?

Temos casos, poucos, de sucessos de planejamento, mas pela metade. Curitiba é muito lembrada, pela integração dos transportes, mas se você olhar no entorno da cidade vai descobrir uma coroa de favelas. Também Belo Horizonte, Brasília e Palmas, em Tocantins, tiveram setores planejados, mas misturados com outros cheios de conflitos. A questão central é ter uma cultura de planejamento, que se faça presente nas decisões sobre o espaço urbano. Esse sim seria um grande presente para a cidade.”

Você pode se perguntar: E o quê eu tenho a ver com isso?Bom como cidadãos temos que buscar eleger as pessoas que procurem como meta o planejamento da cidade.Temos que cobrar dos que foram eleitos.Criar associações de bairros fortes e dar um bom exemplo nas atitudes mais corriqueiras do cotidiano, não jogar lixo fora do lixo, não impermeabilizar o solo do seu terreno, nem da sua calçada e não construir em áreas de risco!

Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, sustentabilidade, vida de arquiteto Tags: ,
20/01/2010 - 10:11

Para os iniciantes

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Os vários sentidos de um arquiteto

Um Arquiteto necessita possuir um repertório vasto de representações mentais envolvidas no processo de criação, incluindo o pensar em diferentes escalas (macro x micro) e uma variedade de graus de abstração (abstrato x concreto, simbólico x literal). Arquitetos também lidam com assuntos conflitantes como julgamentos não estéticos (pesado x leve, escuro x claro), conflitos funcionais (movimento x estático) e temas psicológicos e sociais (público x privado, segurança x liberdade).

Porém, algumas habilidades são ainda mais críticas na tarefa de conceber e executar projetos. São elas: emoção, sentidos e lógica.

Emoção. Quando não há suficiente informação para promover avaliações lógicas, o Arquiteto navega através de suas emoções e instintos, o que se constitui em uma experiência bastante subjetiva. Aqui, está também a capacidade de compreender e interagir com as emoções dos outros. Adicione, ainda, a liderança de equipes e a capacidade de trabalhar em cooperação com outros indivíduos que participam do processo criativo e executivo do projeto.

Sentidos. Perceber o mundo através da visão, toque, olfato e paladar. Um conjunto de percepções absorvidas e produzidas pela mente e pelo corpo em experiências coletadas no meio externo, mais especificamente, através do contato com a natureza e seus fenômenos, além, da observação do cotidiano das grandes metrópoles. Uma espécie de antropólogo que também estuda hábitos e comportamentos e consegue antever acontecimentos ou contribuir, em certos casos, para a formulação de tendências.

Lógica. Se emoções e os sentidos são vitais para a criação e execução, a lógica não deixa de ser menos essencial. O pensamento lógico, cálculos e solução de problemas, o domínio de novas tecnologias e o planejamento se encaixam nesse elenco de habilidades racionais e analíticas vitais no dia-a-dia da profissão.

O resultado final do processo criativo e executivo é único em função do leque de habilidades que cada indivíduo possui. Nem todos os profissionais reúnem o mesmo elenco de habilidades. Outra conclusão importante: o mesmo problema pode ser solucionado de maneiras muito diferentes dependendo do conjunto de habilidades que cada um ostente e por se valer de pontos de vista diversos.

Um Arquiteto poderá possuir habilidades limitadas, mas com alto desenvolvimento no domínio das mesmas. Outros conseguem apresentar um diversificado elenco dessas habilidades. O desempenho, entretanto, de ambos pode ser positivo. O bom profissional é aquele que reconhece seus pontos fortes e fracos e busca novos conhecimentos. Essas carências devem ser diagnosticadas e o repertório de habilidades complementado.

*Baseado em artigo de Newton D Souza,professor assistente de estudos da Arquitetura na University of Missouri-Columbia.

   
 
Autor: - Categoria(s): vida de arquiteto Tags: , ,
22/12/2009 - 13:25

www.arquimariana.com.br

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Um ano de blog  dicas da arquiteta!

Obrigada pelas críticas, elogios e a audiência dos ignautas!

Aproveito e desejo a todos um ótimo Natal a Ano Novo!

Detalhes do nosso novo escritório:

Cópia de P5280072 P5280066 Cópia de P5280037

Muitas novidades virão!

Aproveito e convido para acessar o novo site do meu escritório www.arquimariana.com.br

Autor: - Categoria(s): fornecedores para obra, vida de arquiteto Tags: ,
01/12/2009 - 19:05

Tijolo aparente e Canjiquinha de pedra

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Olá. Pretendo construir uma casa de tijolo aparente. Entretanto, sou apaixonada com pedra São Tomé. Será que fica esteticamente bonito em alguns cômodos eu revestir algumas paredes com esse tipo de pedra? Eu havia pensado em pedras mais fininhas…

 

Olá Ângela, o tijolo aparente é por si só um belo revestimento e já nos fornece um visual trabalhado, portanto acho que seria demais mesclar os dois.

Talvez se o tijolo aparente estiver na fachada e a canjiquinha de pedra são Tomé estiver numa área de lazer, ou no muro, ou fazendo uma fonte fique bem destacada e dê uma razão de ser.

Já fiz uma casa aqui em São Paulo que o cliente quis fazer esta mescla, usei nas fachadas tijolo aparente salmão com calga normal, e partes em textura branca.O muro que divide a entrada da garagem foi 100% coberto com a canjiquinha e também fizemos a lareira internamente, acho que ficou no limite da mescla.

Na verdade a este cliente eu havia sugerido fazer a canjiquinha em arenito vermelho que iria ficar muito melhor devido ao tom de tijolo.

O problema todo é mesclar tonalidades de materiais, a pedra tende para o amarelo claro já o tijolo tende para o salmão avermelhado, ou seja, duas cores que não se bicam muito.

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Autor: - Categoria(s): construção, pergunte que respondo, vida de arquiteto Tags: , , ,
14/09/2009 - 16:33

Começo de um arquiteto

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Boa tarde, eu tenho 17 anos vou fazer vestibular esse ano e estou muito em dúvida entre direito e arquitetura. Tenho muitas referências do curso de direito, mas quase nenhuma sobre arquitetura, se não for incômodo, por favor, você poderia enviar-me um e-mail falando a respeito do curso? O mercado de trabalho está bom ou não? E o salário é alto?
Obrigada

Olá Stefani, o mundo da arquitetura é MUITO amplo. Um arquiteto pode fazer paisagismo, design, decoração, projetos de prédios, casas, design de mobiliário, trabalhar em gestão de obras e ser até vendedor. O importante é ser criativo. Só isso.

Outra coisa que faz diferença é ter ótima visão espacial e conseguir visualizar o espaço na cabeça.

Infelizmente, os arquitetos em cidades  pequenas passam fome, eles tem que necessariamente estar em centros urbanos. Em cidades pequenas, eles têm que fazer o projeto e construirem se quiserem ganhar algum dinheiro. Já nos centros urbanos, existe uma demanda muito grande por reformas, casas, projetos corporativos, comerciais etc. Inclusive é mais fácil de você conseguir seu primeiro emprego que aconselho que trabalhe desde o segundo ano da faculdade.

A carreira começa a dar certo no mesmo tempo que médicos e advogados, ou seja, nada muito rápido, a não ser que você tenha parentes arquitetos ou ótimos contatos…

Não se ganha muito não, pois como trabalhamos no sistema de horas, investimos MUITAS horas em projetos e detalhamentos, e QUEM diz que o cliente dá valor para isso?

Às vezes sentimos que ele pensa que temos uma gaveta de projetos prontos e é só dar uma mudadinha…

O glamour da profissão só existe para poucos e mesmo assim de vez em quando, pois é uma profissão que assume MUITOS  riscos e deve ter uma super responsabilidade na hora de projetar… Daí só um bom advogado. Em qual lado você vai estar?

Autor: - Categoria(s): pergunte que respondo, vida de arquiteto Tags:
03/09/2009 - 17:56

Terreno em declive: casa enterrada?

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Tenho um terreno em declive (caído da rua para o terreno) e vou construir um sobrado. A queda não é muita, mas quero aproveitar para fazer as garagens embaixo, então minha ideia é baixar mais o terreno e fazer uma rampa na lateral para acessar a casa. A intenção é colocar no primeiro nível sala de estar e jantar, lavabo, cozinha e lavanderia. E no piso superior três quartos e banheiro.

Minha duvida é, como eu deixo a cozinha e lavanderia com boa iluminação pois o terreno é 5×32m e a casa vizinha é sobrado e está na divisa. Também cogitei fazer a laje da garagem (que é piso do nível da cozinha) até o final do terreno, para não precisar descer escadas toda vez que lavar roupa, mas meu receio é ficar muito escuro no último andar. Se eu deixar um vão de 2 metros no fundo (sem laje) é uma abertura suficiente para arejar e clarear a garagem? Outra coisa, há como eu fazer o acesso da garagem para o primeiro nível (sala ou cozinha) com algum tipo de cobertura para época de chuvas?

 

Olá Marcia!

Que tal cair fora do lugar comum??? Que tal fazer salas e cozinha em cima e quartos em baixo?

E outra, não precisa afundar mais a casa, é só você elevar um pouco (1m) o bloco de cima como no esquema acima. Como não sei qual é o seu desnível real, fica esta dica. Já imaginou ter uma vista legal e um terraço da sua sala? Os quartos podem ficar mais isolados da rua, o que é muito bom!

Com 5m de largura você só consegue colocar 2 quartos para frente o terceiro teria que ter janela para a rua. Para melhorar a claridade em casas muito próximas umas das outras, pintamos os muros de branco e até podemos usar espelhos e pisos bem claros também. O importante é manter ventilação cruzada principalmente no andar inferior.

Pessoal, vale a pena contratar um arquiteto para fazer um estudo da casa, principalmente nesta fase de implantação. Não gastem numa obra para fazer um dos tantos mostrengos que vemos por aí!! Desculpem a franqueza, mas é verdade! As pessoas confundem arquiteto com decorador e acham um trabalho supérfluo… Nada contra decorador, mas é um trabalho essencial o de arquitetos!

Autor: - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo, vida de arquiteto Tags: , ,
01/09/2009 - 19:59

Projeto é com arquiteto

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Mari, adorei o site! Estou começando o projeto de minha casa, por isso gostaria de ter algumas dicas. A casa tem 93,5m² de casa mais 53m² de garagem (que pretendo utilizar também como ambiente para confraternizações). São 3 quartos sendo que todos vão de encontro a um banheiro e uma sala e uma cozinha juntas (sem divisão). Minha maior dúvida é se esse corredor do banheiro onde se abrem todos os quartos precisa ser muito grande para gerar uma boa circulação de ar.
Obrigada!

Olá Carla, é difícil poder te ajudar nestes assuntos de divisões internas, mas vou tentar!

Se você estiver começando o projeto isso quer dizer que a casa não existe, certo? Se não existe, tanto melhor! Pois assim você consegue fazer uma obra pensada desde o começo! Em 93 m² dá para fazer uma boa distribuição. Agora se você já possui a casa e vai reformar daí são outros 500, mas também consegue um bom resultado.

Se o espaço que você tem tiver mais ou menos 4,50m por 20m dá para distribuir melhor fazendo o acesso principal a casa mais centralizado pois assim você diminui o espaço perdido em circulação inútil

Veja neste esboço bem simples como seria o arranjo de salas, seguida pela cozinha e depois pelos 3 quartos com banheiro no final. Repare na entrada, mais ao centro possível para que você possa minimizar as perdas de áreas com circulação.

Claro que, se o seu lote for mais largo, melhora a situação. Se seu lote for em declive (da rua o terreno cai) o melhor arranjo seria colocar a parte social nos fundos da casa, se for em aclive (da rua o terreno sobre) a melhor solução é colocar, se possível, uma garagem em baixo, criando dois pavimentos.

Mas são tantas opções que eu recomendo: Contrate um arquiteto! Vai custar muito menos do que você imagina e ele vai fazer um projeto que será a sua cara e será feito sob medida bem racionalizado, resolvendo estas questões de ventilação com amplas janelas e ventilação cruzada e muitas outras questões!

Boa sorte!

Autor: - Categoria(s): construção, pergunte que respondo, vida de arquiteto Tags: , ,
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