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Arquivo de dezembro, 2010

09/12/2010 - 12:54

Leds o que podemos esperar destes diodos

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Neste último semestre, arquitetos, lighting designers, profissionais da indústria de iluminação e acadêmicos se reuniram em São Paulo no I Fórum Internacional de Aplicação da Tecnologia LED – LED Forum – para se informar e discutir sobre as possíveis aplicações dos LEDs. Os diodos emissores de luz estão entrando com força no mercado brasileiro, assim como no restante do mundo, e o conhecimento da tecnologia é fundamental para que os profissionais possam tirar proveito de todas as suas potencialidades.

É o que defende a arquiteta Esther Stiller, presidente da Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação (AsBAI), que, durante o evento, alertou ao público presente: “A tecnologia é complexa e se nós não tivermos compreensãotécnica da ferramenta, não teremos bons resultados”. E provocou: “É preciso aprofundamento e estudo para não ouvirmos dentro de alguns anos que o LED não é uma boa fonte de luz porque não está sendo bem aplicado”.

  
As palestras tiveram início com a apresentação de Fernando Romano, engenheiro da divisão de semicondutores ópticos da Osram. O especialista comparou aspectos como a eficiência energética e o índice de reprodução cromática dos LEDs em relação a outras fontes luminosas, e disse acreditar que, em cerca de dois anos, os diodos devem se tornar a fonte de luz mais eficiente do mercado. O setor de iluminação pública foi apontado por ele como um mercado promissor para a tecnologia LED: “O payback para iluminação urbana existe e é verdadeiro: os intervalos de manutenção são muito maiores, além da economia de recursos. Se tivermos controle sobre a temperatura do dispositivo, teremos uma vida elevada”, afirmou. Um exemplo da viabilidade da nova tecnologia é o caso da China, onde o governo subsidia o uso dos LEDs na iluminação pública por conhecer os ganhos que a tecnologia proporciona. As vantagens, segundo Romano, não se retringem às questões técnicas ou econômicas: luminárias urbanas equipadas com LEDs contribuem para o embelezamento urbano e para a sensação de limpeza e segurança de forma mais efetiva do que as tradicionais, que utilizam lâmpadas de vapor de sódio, que têm um espectro muito amarelado e causam maior ofuscamento.

Na sequência, o diretor da Erco para a América do Sul, Edgardo Cappiello, falou “Há 12 anos, executávamos o primeiro projeto com LEDs em Buenos Aires, mas era uma iluminação decorativa, não estávamos fazendo luminotécnica. Hoje, a Erco oferece os LEDs em seu programa de luminárias para iluminar (além de decoração e balisamento)”, contou. Nestas luminárias, salientou, a eficiência da iluminação está diretamente ligada à óptica, pois “um LED que atira luz para todos os lados não nos interessa”.

Cappiello falou, ainda, sobre a importância de se conhecer as limitações dos LEDs para poder usá-los da melhor forma. Um exemplo é a iluminação de museus ou restaurantes, nos quais a exigência cromática é muito grande e, por isso, não é indicado o uso exclusivo dos LEDs. Nestes casos, a sugestão do especialista é a utilização dos diodos na luz geral, combinada a outras fontes para a iluminação de acento.

No mesmo dia, Eduardo Polidoro, gerente de produtos da Philips para a América Latina, enumerou as vantagens que a tecnologia oferece, desde as mais gerais – maior vida útil, custos reduzidos de manutenção, eficiência energética, não utilização de mercúrio – até aquelas específicas do setor arquitetural, como a flexibilidade no design, a capacidade de se obter cores vívidas saturadas sem a utilização de filtros e a possibilidade de melhor controle óptico, reduzindo a poluição luminosa e o ofuscamento.

 A perspectiva de crescimento dos LEDs no mercado também é compartilhada por Jorge Orillac, diretor de marketing da Lutron Eletronics para a América Latina. O especialista acredita que os diodos representarão 80% do mercado até 2020, e por esta razão ressaltou a necessidade de melhoria dos sistemas de automação para LED. Orillac disse, ainda, que os drivers atuais para dimerização não são apropriados para cargas baixas como as dos LEDs, mas sim para incandescentes de até 60W, razão que leva a uma dimerização menos eficiente dos diodos.

 
O seminário foi encerrado com a palestra do inglês Barry Hannaford, diretor do DPA Lighting Consultants, que levantou diversas questões que devem ser levadas em conta na hora de escolher a fonte de luz a ser utilizada, destacando algumas aplicações de LEDs em projetos do DPA. O lighting designer alertou o público sobre a importância de se equilibrar, no momento do projeto, as demandas técnicas e as subjetivas: “Nós iluminamos para as pessoas, não para luxímetros ou níveis de luminância”, provocou. Neste contexto, a economia de energia, uma das vantagens mais difundidas dos LEDs, também deve ser considerada. “Em minha opinião, nada é energy saving se utiliza energia”, disparou Hannaford, argumentando ser “necessário e vital saber o quanto de luz é preciso para projetar os ambientes e, com isso, estabelecer a relação adequada entre uso e desperdício”. E completou: “O resultado luminotécnico dependerá, inclusive, da convivência com outros materiais que compõem o espaço”. (Texto baseado Da Redação da ASBAI Associação Brasileira de Arquitetos da Iluminação)

 

 

 

 

Fonte Imagens: http://paulooliveira.wordpress.com/2008/06/05/qualidade-num-projeto-de-ld/

Autor: - Categoria(s): miscelanea Tags:
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