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Arquivo de dezembro, 2009

29/12/2009 - 18:24

Gesso ou Reboco?

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Bom dia !

Mariche, gostaria de saber se posso revestir as paredes internas da casa diretamente no bloco estrutural de cimento com gesso , ao invés do uso tradicional ( areia, cimento) , isso não dará problemas de umidade e conseqüentemente mofo nas paredes ?

 

Olá Fabiano, até onde sei a umidade da parede vem de fora ou de baixo ou cima, e não da parede em si.Não importa se você revestir em gesso ou reboco de cimento ela vai continuar caso já esteja lá.

Se você tiver uma parede bem aprumada e no esquadro o gesso pode cobrir com ótimos resultados as superfícies internas.A colocação do gesso trás muita economia de material e tempo, o grande cuidado que você deve ter é evitar 100% que tenha contato com umidade.

A fundação deverá ser bem impermeabilizada, não colocar em áreas molhadas como cozinha e banhos e cuidar para que os rodapés sejam altos de pelo menos 10cm para afastar a possibilidade de alguém quiser lavar com água os pisos e molhar as paredes!

Obviamente do lado externo da casa o ideal é usar revestimentos do tipo texturas  e aconselho também a fazer uma “calçadinha” em volta da casa do lado de fora para manter a base externa das paredes longe da umidade do jardim.

 

Continuo falando de aplicação de gesso e não me estenderei na questão da umidade neste post, neste caso achei um artigo em pdf da revista TÉCHNE:

A massa de gesso possui resistência que varia conforme a temperatura e tempo de calcinação a que a gipsita foi exposta, finura, quantidade de água de amassamento e presença de impurezas ou aditivos na composição. Os de pega mais rápida apresentam elevada finura e alta resistência, em razão do aumento da superfície específica, disponível para a hidratação. A falta ou o excesso de água de amassamento também pode alterar a pega conforme os valores adicionados – a taxa recomendada de água na hidratação é de aproximadamente 18,6%.

Por ser altamente solúvel, o gesso deve ser aplicado em áreas internas livres de umidade.

Para iniciar o processo de execução recomenda-se que o substrato – bloco de concreto ou revestimento à base de cimento – esteja concluído há no mínimo um mês. Após esse período deve-se verificar o prumo das paredes, corrigindo com argamassa eventuais falhas e vazios que possam interferir no processo de aplicação.

Tanto em paredes quanto em tetos, com exceção das lajes cujas superfícies internas precisam de uma ponte de aderência – chapisco rolado – para garantir a fixação do aglomerado, a aplicação é semelhante. Deve ser iniciada pelo teto, estendendo-se pelas paredes até completar a metade superior com o auxílio de um andaime. Em seguida, os andaimes devem ser removidos e a parte inferior da parede finalizada. Esse processo possibilita duas opções de revestimento: o desempenado (veja passo-a-passo) e osarrafeado.

Sarrafeado

No caso do sarrafeamento, as faixas mestras e as taliscas permitem a execução de uma superfície mais rigorosa e plana, na qual a pasta de gesso é aplicada posteriormente, entre as mestras. Por fim, o gesso é sarrafeado com réguas de alumínio que cortam o excesso de pasta. “O processo de  arrafeamento oferece uma garantia melhor de alinhamento, pois tolera uma menor variação de esquadro, de prumo, além de padronizar o empreendimento”, explica Estefan.

De qualquer forma, independente do método escolhido, é importante que a espessura do revestimento não ultrapasse 5 mm: o aumento dessa medida pode ocasionar trincas no gesso. Portanto, as patologias mais comuns podem ser originadas por trincas referentes ao excesso de espessura, ou, ainda, por fissuras decorrentes de movimentações nas estruturas que geram deformações na alvenaria. Já nos tetos, essas rachaduras podem ocorrer devido à junção das lajes com a alvenaria, também sujeitas às tensões estruturais.

Normas

NBR 12127 Gesso para construção – Determinação das propriedades físicas do pó

NBR 12128 Gesso para construção – Determinação das propriedades físicas da pasta

NBR 12129 Gesso para construção – Determinação das propriedades mecânicas

NBR 12130 Gesso para construção – Determinação da água livre e de cristalização e teores de óxido de cálcio e anidrido sulfúrico

NBR 13207 Gesso para construção civil – Especificações

NBR 13867 Revestimento interno de paredes e tetos com pastas de gesso – Materiais, preparo, aplicação e acabamento.

Dicas

  • · Evitar o uso de blocos com superfície muito lisa e que tenham absorção de água muito baixa (blocos cerâmicos requeimados)
  • · Utilizar gessos de finura elevada, densidade aparente entre 0,7 e 1 que tenham, no mínimo, 60% de gesso calcinado na composição.
  • · Verificar a resistência à tração do gesso (entre 7 e 35 kgf/cm2) e à compressão (entre 50e 150 kgf/cm2)
  • · Vedar as caixas elétricas e demais tubulações hidráulicas durante a aplicação do gessoliso
  • · Manter o local da obra livre de sujeiras, corpos estranhos (pregos, arames, aço) e incrustações para evitar possíveis falhas pré e pós-aplicação do revestimento.
  • · Verificar os alinhamentos verticais, horizontais e a existência de ondulações ou defeitos que possam ser corrigidos.
  • · Verificar com atenção o fator água/gesso. A falta ou excesso pode prejudicar a pega e o endurecimento da pasta. Recomenda-se o uso de 36 a 40 l de água para cada saco de 40 kg de gesso

gesso

Foto 1 – Aplicar com rolo de textura média uma demão de chapisco rolado na superfície inferior das lajes para garantir a aderência da pasta de gesso

Foto 2 – Remover sujeiras, incrustações e materiais estranhos como pregos, arames e pedaços de aço até que o substrato fique uniformizado.

Foto 3 – Após 72 horas iniciar a preparação polvilhando o gesso na água, dentro da argamasseira, até que o pó esteja totalmente submerso. A seguir, misturar até obter uma pasta homogênea e sem grumos.

Foto 4 – Começar o trabalho pelo teto, aplicando a pasta com o auxílio de desempenadeira de PVC em movimentos de vai-e-vem.

Foto 5 – Nas paredes (metade superior), o deslizamento deve ser realizado de baixo para cima. Algum tipo de referência – ripa de madeira, pequenas taliscas ou batentes – deve ser escolhido para medir a espessura da camada de revestimento.

Foto 6 – Regularizar a espessura da camada, aplicando a pasta com a desempenadeira, agora, no sentido horizontal. Cada faixa deve ser sobreposta à anterior e a espessura da camada deve ter de 1 a 3 mm

Foto 7 – Retirar os excessos limpando o teto e a parede com régua de alumínio. Em seguidaConferir a espessura do revestimento junto à referência escolhida

 

 

 

Foto 8 –

Limpar a superfície com o canto da desempenadeira de aço para eliminar Ondulações e falhas e, depois, aplicar nova camada de pasta para cobrir as vazias imperfeições da superfície, assegurando a espessura final do revestimento.

 

 

Foto 9 – Desempenar cuidadosamente os excessos e rebarbas exercendo uma certa pressão Para obter a superfície final. A aplicação de pintura deve respeitar o período de cura e ser

Executada após o lixamento da superfície

Leia Mais

A Técnica de Edificar. 6ª Edição. Walid Yazigi. Editora PINI. São Paulo, 2004.

Caderno de Encargos. 4ª Edição. Milber Fernandes Guedes. Editora PINI. São Paulo, 2004.

Revestimento de gesso desempenado sobre parede. Revista Construção Mercado nº 12.

Texto original de Eliane Quinalia

Téchne 99 – junho de 2005 

 
Autor: - Categoria(s): construção, dicas, interiores, pergunte que respondo Tags: , ,
24/12/2009 - 18:47

BONITO E BARATO?

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Olá Mari,

Muito legal seu blog, parabéns.
Tenho um terreno na praia (14×35m) e estou interessado em construir. Não disponho de dinheiro suficiente para a obra agora e comecei a analisar as possibilidades de redução de custo pra obra.
A primeira coisa q me deixou bem impressionado tanto pela facilidade quanto pela redução do tempo foi o uso de estruturas de metal. A casa é de praia e não precisa de luxo, longe disso.
Deixa eu te passar a minha idéia. Imagino um galpão quadrado de 100 m2 aproximadamente, com altura para 2 andares (5,4m). Na frente da casa vaga para garagem entrando na estrutura. A parte de trás da casa que fica para dentro do terreno praticamente sem parede e somente vidros. Internamente um mezanino servindo de teto para a garagem onde ficaria também a área dos três quartos e 1 banheiro. Logo abaixo do banheiro de cima o banheiro do térreo que ficaria para o lado de fora da casa. Logo ali do lado do banheiro para dentro da casa a cozinha embutida na sala que é a área restante inteira do térreo. Assim toda a tubulação de água ficaria centralizada.
Ainda penso em utilizar tubulação de energia toda aparente, como se vê em empresas, e as paredes laterais em tijolo aparente Algumas paredes poderiam ser rebocadas para não ficar um ambiente pesado. Não sei como fica a conexão entre parede de tijolo e a estrutura de metal. Somente na área dos quartos poderia ser utilizado paredes do tipo drywall. O piso da sala concreto cru (acho que se aplica verniz).

Me diga o que você acha da idéia e se teria uma economia significativa. Minha idéia é q seja uma casa diferente, mas com um estilo. Não sei se estou exagerando na idéia.

Obrigado!

 

Olá José!Nada de exagero!Ao contrário pode dar muito samba esta idéia, remete um pouco a uma concepção estilo loft.POis é despojada e ampla.

Em praia não precisamos de altos luxos, portanto acabamentos como cimento queimado, tijolo aparente e condulete aparente combinam bem, principalmente a história de pé direito duplo.

Logicamente mesmo a idéia parecendo um galpão é importante você destinar uma pequena parte do orçamento total ao arquiteto que irá projetar em detalhes a compartimentação dos ambientes, escolher a melhor face, acabamentos baratos e bonitos, elementos arquitetônicos para satisfazer o conforto térmico, acústico, luminotécnico e ambiental e irá detalhar a infra-estrutura elétrica e hidráulica.

Não tem dica que te satisfaça por completo neste momento, apenas te adianto que estrutura metálica você ganha em rapidez e esbelteza, mas no custo, acaba perdendo.

Tenho gostado muito das casas com bloco de concreto acabadas, o aspecto é de modernidade pura e a economia é grande.

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arquitetos Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes

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Autor: - Categoria(s): construção, pergunte que respondo Tags: , , , , , ,
22/12/2009 - 14:37

Ano Novo a Cor é Azul

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Azul: Cor ideal para quem quer calma e confiança em 2010, sem deixar a vitalidade de lado. Representa serenidade e segurança.

Seguindo as tendências, procuro e gosto muito das dicas da CORAL

A cor do ano de 2010 segundo eles,  é etérea, aberta e cheia de esperança. A cor 70BG70/113 (céu californiano) é um tom de azul claro que representa o infinito, novos caminhos e novos recomeços, energia renovada e dinamismo

ceu californiano

Quer viajar nas combinações? Visite o link http://www.coral.com.br/colourFutures/2010/

Eu pintaria a parede de frente do hall de entrada  com o azul  Ceu Californiano. Poderia adicionar umas cortinas do tom de Noite Agradável , Colocaria alguns objetos  , almofadas e mantas nas cores Vermelho Blefe e Tiara

Veja a combinação abaixo

coral

E um bom 2010!

Autor: - Categoria(s): dicas, interiores Tags: , ,
22/12/2009 - 13:25

www.arquimariana.com.br

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Um ano de blog  dicas da arquiteta!

Obrigada pelas críticas, elogios e a audiência dos ignautas!

Aproveito e desejo a todos um ótimo Natal a Ano Novo!

Detalhes do nosso novo escritório:

Cópia de P5280072 P5280066 Cópia de P5280037

Muitas novidades virão!

Aproveito e convido para acessar o novo site do meu escritório www.arquimariana.com.br

Autor: - Categoria(s): fornecedores para obra, vida de arquiteto Tags: ,
19/12/2009 - 18:39

um banho de luz natural

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Oi minha querida, tenho um quarto em minha casa que não tem janelas . o quarto é quente e escuro , pois a única parede que tenho disponível para colocação de uma janela dá para casa do vizinho já tentei conversar com ele dei ate a idéia de por uma janela mais alta já que minha parede tem três metros de altura , mais ele não quis acordo .
por favor se puder me dar alguma dica de como posso clarear e ventilar esse ambiente ficarei muito grata .

Olá Dani, na hora de construir este cômodo não deu para ver que iria ficar sem janela correto?

 Agora você não tem para onde correr e logicamente o seu vizinho não é obrigado a permitir que uma janela adentre o terreno dele.Acho que nem você iria querer…Realmente nada agradável.

Mas uma pergunta básica; você tem o quê no telhado? Se sua casa for térrea problema resolvido!

 

Com mais ou menos obra você irá conseguir solucionar este problema usando a boa e velha iluminação ZENITAL (iluminação zenital: Porção de luz natural produzida pela luz que entra através dos fechamentos superiores dos espaços internos. Zênite: Ponto situado na porção mais elevada do hemisfério celeste; caracterizado pelo ângulo de altura máximo de 90o.)

 

Se for telhado de telhas de barro ou fibrocimento, é só retirar algumas telhas numa superfície quadrada de 1m2 no mínimo, e subir uma nova estrutura de telhado a pelo menos 50cm do atual.Nas laterais você poderia instalar venezianas que podem ser fechadas quando quiser   sobre estas venezianas utilizar vidro fixo ou telhas de vidro ou ainda domus de acrílico .

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Outra opção seria fazer este mesmo rasgo de 1m2 na estrutura do telhado ou laje,  subir uns 70cm  e nestas laterais usar basculantes de vidro  que possam fechar e abrir conforme a sua necessidade assim você pode controlar o clima no frio ou calor Este modelo é um tipo de LANTERNIM.

 

Texto muito elucidativo sobre iluminação natural:

 

SHEDS

O shed é muito utilizado em fábricas, especialmente quando não é possível obter luz lateral, ou está deficiente pela excessiva largura do corpo do edifício.

Caracteriza-se por telhados em forma de dentes de serra (faces de pouca inclinação alternadas com outras quase verticais). Essas últimas são envidraçadas.

Fornecem uma iluminação em torno de três quartos do valor obtido com a mesma superfície iluminante localizada continuamente sobre um teto horizontal.

Pede uma estruturação mais elaborada da cobertura. Pois, para proporcionar iluminação e ventilação precisam ser guarnecidos com caixilhos ou com algo que possibilite essas funções, impedindo a penetração de chuvas.

Seu melhor desempenho é quando orientado a sul para latitudes compreendidas entre 24° e 32° S, no caso do Brasil.

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• LANTERNINS

  O lanternim, abertura na parte superior do telhado, ideal para se conseguir boa ventilação, já que, permite a renovação contínua do ar pelo processo de termossifão resultando em ambiente confortável.

Sua melhor orientação, no caso do Brasil, é Norte-Sul.

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• TETO DE DUPLA INCLINAÇÃO

O teto de inclinação dupla que contém superfícies iluminantes possui quase a mesma eficiência de um teto horizontal com superfícies envidraçadas, é da ordem de 90% de eficiência, todavia, normalmente está associado a grandes ganhos térmicos.

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• CLARABÓIAS

Clarabóia: Esta tipologia requer maior manutenção devido à posição mais horizontal da superfície iluminante. Deve-se ter cautela quanto à questão térmica, pois essas podem promover um aumento desagradável da temperatura do ambiente construído.

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Clarabóias tubulares: são domus com tubos reflexivos que conduzem a luz natural da cobertura até o ambiente a ser iluminado. Recomenda-se usar em áreas que possuem a cobertura com certa profundidade e em retrofits e espaços existentes.

 

• CÚPULA

Uma cúpula (ou domo ) é uma abóbada hemisférica ou esferóide . Se a base é obtida paralelamente ao menor diâmetro da elipse, resulta-se em uma cúpula alta, dando a sensação de um alcance maior da estrutura. Se a seção é feita pelo maior diâmetro o resultado é uma cúpula baixa.

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• ÁTRIO

Átrio é o espaço central de uma edificação, aberto na cobertura muito utilizado como estratégia de iluminação para captação de luz em edifícios com múltiplos andares.

Historicamente o átrio foi usado como um elemento condutor de luz para o centro de edifícios. Nas residências era o local onde aconteciam as reuniões familiares, uma área privada da casa, mas aberta para o exterior em seu topo. Em edifícios comerciais e residenciais de antigamente, a maior função do átrio era levar um pouco do ambiente externo, através da iluminação natural para as áreas destinadas à circulação de pessoas. Atualmente o átrio faz parte de uma arquitetura típica de prédios comerciais, como por exemplo, em centros de compras.

 

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É bom ressaltar que elementos tipo “shed”, tipo “lanternim” e tetos de dupla inclinação são os mais utilizados em edifícios industriais. O elemento zenital, de superfície iluminante horizontal é usado apenas ocasionalmente, apesar da sua maior eficiência luminotécnica, necessita de elementos protetores da luz solar direta que – uma vez colocados – reduzem consideravelmente a iluminação no local. Sua utilização implica também, em um custo de uso e manutenção maior que o de outros tipos de elementos zenitais.

Disciplina de Tecnologia da edificação I – ARQ 5661, ministrada pelo professor Anderson Claro. Desenvolvido pelos alunos Carolina Morgado de Freitas, Julian Piran e Thiago Hiroshi Arasaki, acadêmicos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC

Autor: - Categoria(s): cidade e cidadania, construção, dicas, pergunte que respondo Tags: , , , , ,
14/12/2009 - 19:25

banheiro pequeno ousado

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OLÁ

MEU BANHEIRO É MUITO PEQUENO (BANHEIRO DE APTO – COHAB), SEMPRE TIVE PAIXAO EM TER UM BANHEIRO PRETO COM BRANCO (OBS. NÃO SOU CORINTIANA – KKKK), GOSTARIA DE SABER SE FICARÁ LEGAL REFORMAR DESSA FORMA, POIS ANTES ERA MARROM, SÓ QUE O AZULEJO CAIU E FICOU SOMENTE O BOX DE VIDRO MARROM, E AI O QUE EU POSSO FAZER PRA PODER UTILIZAR PELO MENOS O BOX DE VIDRO QUE RESTOU, GOSTARIA DE UMA DICA E SE FOR O CASO ATÉ QUE COR PODERIA SER OS AJULEJOS.

OBRIGADA

Olá Meire,

Um banheiro pequeno pede cores claras certo?Mas você até pode ousar com cores mais fortes.Se você tiver forro de gesso no banheiro pinte de branco e use uma iluminação embutida do tipo spot branco fosco quadrado para par 20 facetada.Num banheiro de 2,50×1,20 costumo colocar pelo menos 3 destes e usar uma luminária florescente T8 na cor 840 sobre o espaço do espelho , assim vai clarear bastante.Na parede do Box você poderia ousar colocando um revestimento escuro não necessariamente preto e sim um grafite ou petroleo somente na parede da janela. Como este abaixo da Incepa linha Magnun Grafite

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No resto você poderia usar tinta epóxi branca nas paredes e piso branco como este Revestimento Couro Branco da Incepa 

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Usar louça branca.

Na pior das hipóteses, se o marrom do vidro ainda destoar existe o recurso de insufilm no tom de prata ou preto ou ainda pintar o vidro.Mas acho que vai ficar um show!

Autor: - Categoria(s): dicas, interiores, pergunte que respondo Tags: , ,
08/12/2009 - 20:19

Cacos cerâmicos são recicláveis

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Olá. Tudo bem? Tenho um banheiro em casa que teve algumas cerâmicas arrancadas e agora também não tem janela. Gostaria de saber como posso tapar os lugares que estão sem cerâmica com outro tipo de material? Tem algum material reciclado que posso usar nestes lugares e que seja barato?
Obrigada?

 

Olá Priscila, que tal se você usar a velha técnica de caquinhos cerâmicos?Podem ser feitos  em qualquer tipo de cerâmica, de preferência eu faria em lugares espalhados pelas paredes dando a idéia que você fez proposital, me entende?Eu daria uma homogeneizada no visual escolhendo em cada parede um canto para preencher com os cacos: eles podem ser da mesma cor do seu revestimento ou coloridos.Neste caso você teria que comprar ou conseguir umas peças soltas para poder produzir os cacos.Se  fosse igual ao existente bastava você retirar umas outras peças da parede e quebrar!Muito reciclável eu diria!

 

Veja também este exemplo que placa telada que já vem pronta em forma de caquinho de Mosaico invecchiatto bianco, telado (30 x 30 cm) composto de cacos de cerâmica envelhecida e esmaltada. Da Lepri, R$ 134,90 o m²

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 DCAM1965

Mais imagens de trabalhos em mosaico: http://oficinademosaico.blogspot.com/2009_07_01_archive.html

Viajando pela rede achei muito curioso este artigo sobre a “febre” de revestimentos de cacos de cerâmica que marcou época na nossa capital

“O mistério do marketing das lajotas quebradas”.

 

Por Eng. Manoel Henrique Campos Botelho

 

Pode algo quebrado valer mais que a peça inteira? Aparentemente não. Mas no Brasil já aconteceu isto, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Vamos contar esse mistério.

Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio.

No processo industrial da época, sem maiores preocupações com qualidade, aconteciam muitas quebras e esse material quebrado sem interesse econômico era juntado e enterrado em grandes buracos.

Nessa época os chamados lotes operários na Grande São Paulo eram de 10x30m ou no mínimo 8 x 25m, ou seja, eram lotes com área para jardim e quintal, jardins e quintais revestidos até então com cimentado, com sua monótona cor cinza. Mas os operários não tinham dinheiro para comprar lajotas cerâmicas que eles mesmo produziam e com isso cimentar era a regra.

Certo dia, um dos empregados de uma das cerâmicas e que estava terminando sua casa não tinha dinheiro para comprar o cimento para cimentar todo o seu terreno e lembrou do refugo da fábrica, caminhões e caminhões por dia que levavam esse refugo para ser enterrado num terreno abandonado perto da fábrica. O empregado pediu que ele pudesse recolher parte do refugo e usar na pavimentação do terreno de sua nova casa. Claro que a cerâmica topou na hora e ainda deu o transporte de graça pois com o uso do refugo deixava de gastar dinheiro com a disposição.

Agora a história começa a mudar por uma coisa linda que se chama arte. A maior parte do refugo recebida pelo empregado era de cacos cerâmicos vermelhos mas havia cacos amarelos e pretos também. O operário ao assentar os cacos cerâmicos fez inserir aqui e ali cacos pretos e amarelos quebrando a monotonia do vermelho contínuo. É, a entrada da casa do simples operário ficou bonitinha e gerou comentários dos vizinhos também trabalhadores da fábrica. Ai o assunto pegou fogo e todos começaram a pedir caquinhos o que a cerâmica adorou pois parte, pequena é verdade, do seu refugo começou a ter uso e sua disposição ser menos onerosa.

Mas o belo é contagiante e a solução começou a virar moda em geral e até jornais noticiavam a nova mania paulistana. A classe média adotou a solução do caquinho cerâmico vermelho com inclusões pretas e amarelas. Como a procura começou a crescer a diretoria comercial de uma das cerâmicas descobriu ali uma fonte de renda e passou a vender, a preços módicos é claro pois refugo é refugo, os cacos cerâmicos. O preço do metro quadrado do caquinho cerâmico era da ordem de 30% do caco integro (caco de boa família).

Até aqui esta historieta é racional e lógica pois refugo é refugo e material principal é material principal. Mas não contaram isso para os paulistanos e a onda do caquinho cerâmico cresceu e cresceu e cresceu e , acreditem quem quiser, começou a faltar caquinho cerâmico que começou a ser tão valioso como a peça integra e impoluta. Ah o mercado com suas leis ilógicas mas implacáveis.

Aconteceu o inacreditável. Na falta de caco as peças inteiras começaram a ser quebradas pela própria cerâmica. E é claro que os caquinhos subiram de preço ou seja o metro quadrado do refugo era mais caro que o metro quadrado da peça inteira… A desculpa para o irracional (!) era o custo industrial da operação de quebra, embora ninguém tenha descontado desse custo a perda industrial que gerara o problema ou melhor que gerara a febre do caquinho cerâmico.

De um produto economicamente negativo passou a um produto sem valor comercial a um produto com algum valor comercial até ao refugo valer mais que o produto original de boa família…

A história termina nos anos sessenta com o surgimento dos prédios em condomínio e a classe média que usava esse caquinho foi para esses prédios e a classe mais simples ou passou a ter lotes menores (4 x15m) ou foram morar em favelas.

São histórias da vida que precisam ser contadas para no mínimo se dizer:
— A arte cria o belo, e o marketing tenta explicar o mistério da peça quebrada valer mais que a peça inteira… “

autor:

Manoel Henrique Campos Botelho
Eng. Civil e autor do livro Concreto Armado Eu Te Amo
Email: manoelbotelho@terra.com.br
Cx. Postal 12.966 — CEP 04009-970 — S.Paulo SP

 

 

 

Autor: - Categoria(s): interiores, pergunte que respondo Tags: , ,
04/12/2009 - 17:45

O melhor para áreas externas…

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O que é mais resistente ,durável e recomendavel para quintal,ficando exposto a chuva e sol, porcelanato ou piso de lajota colonial ?

Olá Vanessa, não sei se vou falar com toda a propriedade sobre o mais durável, mas vou tentar, o que tenho visto nas casas que tenho reformado é que 99% das áreas externas estão em ardósia e estão em muito bom estado.Ou seja bem duráveis.Acontece que 100% das pessoas que compram estas casas detestam a ardósia por ser escura e meio escorregadia.
No lugar da ardósia temos colocado ou mosaico português, ou pedra goias, ou piso atérmico da SOLARIUM, ou cerâmica pequena tipo GAIL ou LEPRI ou porcelanato PEI 5 antiderrapante ou rústico.
 
Vou pesquisar umas imagens para que você conheça estes produtos…
 
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mosaico portugues
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O porcelanato pietra suprema bianco (52 x 52 cm) é próprio para áreas com tráfego intenso, PEI 5, CA 0,6. Da Biancogres, R$ 50 o m².
 
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miracema
 
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intertravado de cimento da GLASSER
 
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lafarge
 
Uma coisa é certa estas lajotas coloniais são uma péssima opção, pois não tem resistencia nenhuma à abrasão, descascam, fazem buracos e desbotam.
Autor: - Categoria(s): dicas, exteriores, fornecedores para obra, pergunte que respondo Tags: ,
01/12/2009 - 19:05

Tijolo aparente e Canjiquinha de pedra

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Olá. Pretendo construir uma casa de tijolo aparente. Entretanto, sou apaixonada com pedra São Tomé. Será que fica esteticamente bonito em alguns cômodos eu revestir algumas paredes com esse tipo de pedra? Eu havia pensado em pedras mais fininhas…

 

Olá Ângela, o tijolo aparente é por si só um belo revestimento e já nos fornece um visual trabalhado, portanto acho que seria demais mesclar os dois.

Talvez se o tijolo aparente estiver na fachada e a canjiquinha de pedra são Tomé estiver numa área de lazer, ou no muro, ou fazendo uma fonte fique bem destacada e dê uma razão de ser.

Já fiz uma casa aqui em São Paulo que o cliente quis fazer esta mescla, usei nas fachadas tijolo aparente salmão com calga normal, e partes em textura branca.O muro que divide a entrada da garagem foi 100% coberto com a canjiquinha e também fizemos a lareira internamente, acho que ficou no limite da mescla.

Na verdade a este cliente eu havia sugerido fazer a canjiquinha em arenito vermelho que iria ficar muito melhor devido ao tom de tijolo.

O problema todo é mesclar tonalidades de materiais, a pedra tende para o amarelo claro já o tijolo tende para o salmão avermelhado, ou seja, duas cores que não se bicam muito.

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Autor: - Categoria(s): construção, pergunte que respondo, vida de arquiteto Tags: , , ,
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