iG

Publicidade

Publicidade
25/08/2009 - 14:44

Fissuras nas paredes

Compartilhe: Twitter

Gostaria de uma dica para uma parede de pé direito duplo que possui uma trinca imensa. O que posso fazer, uma vez que já fiz alguns reparos mas nada adiantou, a trinca volta. Essa trinca não abala a estrutura da casa, mas fica feio, afinal, ela está localizada em minha sala de estar. Outra situação que me incomoda muito é o barulho, por conta do pé direito de 6 metros. O que posso fazer para diminui-lo.
Grata
Alessandra

Olá, Alessandra, sobre trincas respondo neste post sobre acústica respondo em outro. Primeiro você precisa descobrir o que causa a trinca. Será que é uma conformação da estrutura numa obra recente? Será falta de verga ou contra verga sobre uma vão de janela? Ou será que o reboco foi feito incorretamente, nas proporções erradas ou ficou muito grosso? Muitas coisas podem causar trincas e nem sempre são sérias, mas, geralmente, o conserto não é apenas na pintura. O que eu vejo meus fornecedores fazerem é descascar bastante até o tijolo ou bloco, ou seja, é uma intervenção média na sua sala.

Trincas e fissuras ocupam o segundo lugar entre os defeitos mais comuns na construção civil, perdendo apenas para os problemas de umidade. Elas são causadas pela movimentação de materiais e componentes da construção e, em geral, tendem a se acomodar. Podem ainda ser consequência da ocorrência de vibrações na área. Somente devem causar preocupação quando sua abertura ultrapassa 3,2mm.

Apesar de ser difícil avaliar o problema sem conhecer a situação, normalmente as trincas de lajes que denunciam fragilidade na estrutura podem ser identificadas quando formam ângulo de 45º em relação à laje, são próximas aos cantos e se dirigem ao centro da laje. Outro tipo que apresenta risco é a trinca que não toca a parede. Fissuras em forma de flor próximas a um pilar ou as que lembram flechas também merecem cuidado. Já trincas isoladas, que atinjam a parede, não devem preocupar muito.

Para tentar eliminar problemas dessa natureza de pequena grandeza, sugere-se:

a) para pequenas fissuras, a solução tradicional é retocar o reboco usando argamassa ou massa acrílica, mas as fissuras podem reaparecer. Outra alternativa é passar tinta elastomérica pura na região e depois aplicar duas ou três demãos do mesmo produto, diluído conforme indicação do fabricante.

b) para pequenas trincas, formar, sobre ela, um “V”, com uma ferramenta chamada abre-trinca, ultrapassando 10cm em cada extremidade. Limpar a superfície e aplicar fundo preparador de paredes. Preencher a fenda com sela-trinca ou argamassa e colocar uma tela de poliéster. Acertar com massa e usar tinta elastomérica.

Veja algumas dicas da Suvinil:

A presença de trincas na superfície propicia a infiltração de umidade para o interior do substrato, acelerando a degradação tanto do substrato como da pintura (manchas, bolhas, descascamentos, etc), assim é fundamental o correto tratamento dessa patologia a fim de garantir uma maior durabilidade da pintura.

A trinca possui uma ação dinâmica, ou seja, sua espessura altera conforme a movimentação da estrutura ou variação de temperatura, portanto o tratamento de trinca necessariamente precisa de um sistema flexível que absorva essas variações e isole o acabamento (pintura), não permitindo o reaparecimento da trinca. Segue abaixo o procedimento:

1. TRATAMENTO DE TRINCAS DINÂMICAS EM ALVENARIAS

1.1 Abrir a trinca com ferramenta especial (“abretrinca”) ou espátula de aço, em forma de “V”, com 1,0cm de largura por 1,0cm de profundidade (ver foto abaixo);

1.2 Remover toda a pintura e parte superficial do reboco (1 a 2 mm) numa faixa de 10 a 20 cm de largura (conforme largura da tela), sendo que o eixo da trinca deve ficar sempre no centro (vide foto abaixo);

1.3 Remover todo o pó da trinca aberta e das faixas laterais;

1.4 Aplicar na trinca e faixas laterais uma demão de Suvinil Fundo Preparador para Paredes base água diluído com 10% de água limpa. Utilizar uma trincha para aplicação. Aguardar 4 horas para secagem;

1.5 Preencher a trinca aberta com Suvinil Selatrinca, utilizando uma espátula ou aplicador. Aplicar apenas no veio da trinca, preservando-se as faixas laterais. Aguardar intervalo de 48 horas para secagem;

1.6 Aplicar a segunda demão do Suvinil Selatrinca sobre a trinca, da mesma forma que no item anterior. Aguardar 24 horas para secagem;

1.7 Aplicar sobre a trinca, e nas faixas laterais, o Suvinil Suviflex, diluído com 10% de água. Esta aplicação pode ser feita com trincha ou brocha. Aguardar intervalo de 4 horas para secagem;

1.8 Aplicar segunda demão do Suvinil Suviflex da mesma forma do item anterior. Nesta etapa deve ser fixada, intercalada por camadas do Suviflex, a Tela de Poliéster (10 a 20 cm de largura), sobre toda a faixa em recuperação. Aguardar intervalo de 4 horas para secagem;

1.9 Nivelar a superfície com Suvinil Massa Acrílica ou textura de modo ao acabamento ficar semelhante ao já existente na superfície.

Autor: - Categoria(s): construção, dicas, pergunte que respondo Tags: , ,

Ver todas as notas

32 comentários para “Fissuras nas paredes”

  1. vanessa lima disse:

    Olá tenho umas duvidas, meu pedreiro fez o reboco da minha casa e em menos de 30 dias e ele rachou eu reclamai ele disse que é assim mesmo usei cimento , areia e cal de otima qualidade… esta visivelmente feio concerteza vai ter que passar massa fina e o pedreiro quer cobrar bem caro, a culpa é do matrerial o do pedreiro?
    a outra duvida é comprei um porcelanato 60×60 com gloss vi na revista sem rejunte ou rfejunte fino meu pedreiro não soube me explicar o que faço?

    • maria sueli disse:

      Quando um reboco racha é porque o pedreiro nao fez o reboco de maneira adequada. Ele teve pressa em terminar o serviço .Primeiro se trinca ou seja(primeiro trinca espera enxugar por 6 horas no maximo depois se faz o reboco nivelado(o que vai ficar)finalizando com a desimpoladeira e depois com uma bucha.,para que o reboco fique lizinho e facilite na hora de emassar ,(se for emassar). beijos espero ter contribuido.

  2. alinne disse:

    ola gostaria muito de uma ajuda batemos a lage de nossa casa so que a escora andou um pouco e a lage selou um pouco 2 vigas bem no canto fazendo uma barriga quero saber se a perigo de cair por favor me de uma dica obrigada se possivel por email as.ribeiro1981@bol.com.br

  3. Michele disse:

    Boa tarde!!

    Comprei uma casa agora em julho recén construída, numa área barrenta. E toda vez que chove vejo que aumenta alguns riscos tipo rachaduras. E estão aumentando todas as vezes que chove. O que eu devo fazer, e quanto a responsabilidade da empresa que me vendeu? os riscos é perigoso ou não?

  4. neuma - Natal RN disse:

    são otimas as perguntas e as respostas são super-competentes.
    Gostaria de saber como faço para construir em cima de uma casa lajeada? O problema é que a Laje é inclinada.
    obrigada

  5. ana leitold disse:

    Boa noite!

    Moro em um prédio que está com trincas e rachaduras e a a água da chuva infiltra nos apartamentos. Essas trincas também têm fungos. Qual o procedimento a ser feito?

    Obrigada!

  6. Diego - Porto Alegre disse:

    É possivel contruir um 2° piso em uma casa que não tem coluna no meio da casa? sendo construida parede sobre parede? 1° piso com tijolos de 6 f deitados, e o segundo com eles em p (cutelo) ?Ah a laje de cobertura do primeiro piso é pré moldada?
    Muito Obrigado.

  7. Aristides Gloriano disse:

    Todos os comentarios postados nesta página, mostra a preocupação e desconhecimento do cidadão Brasileiro, uns foi enganado na construção nova que comprou, outros talvez pelo pedreiro, outros pelos materias comprados sem a devida orientação. Mas informo que algumas das respostas necessitam de uma analise detalhada na obra, outras perguntas serão respondidas no proprio balcao do depósito de construção. Mas recomendo procurar um advogado e pagar uma consulta, talvez primeiro um engenheiro, para obter respostas mais detalhadas dos seus problemas. Vai uma dica: obra que trinca nao presta, massa de reboque que trinca é mal feita. Boa sorte a vcs.

  8. Roberto disse:

    10/3/2012.

    Olá, Mariche, parabéns pelo seu trabalho.

    Moro no décimo primeiro andar de um edifício de apartamentos padrão, com unidades apresentando três metros de pé-direito. Construído em 1976, possui treze pavimentos. O que relato agora já existe há, pelo menos, uns vinte anos sem alteração. Sempre me dizem que se trata apenas da acomodação dos materiais, e que o tempo sempre joga a favor das construções, deixando o concreto cada vez mais sólido. E por conseguinte não deveria me preocupar com a segurança da estrutura. Mas dado casos recentes de desabamentos, veiculados amplamente pela mídia nacional nos últimos tempos, voltei a pensar no assunto.

    Vamos lá, acho que minha consulta vai exigir bastante de sua paciência. Pois bem, uma rachadura bem fininha (quase invisível) no meio do teto em um dos dois quartos, paralela à parede segue até o ponto de luz, cuja extensão é aproximadamente um metro.

    O teto da cozinha também apresenta uma fina rachadura que não toca a parede, distando dez centímetros do canto dela, e segue diagonal até o ponto de luz, com cerca de um metro de comprimento.

    Já na sala, a rachadura é mais visível, mas não chega nem a meio milímetro, e tem seis metros de extensão, portanto todo o teto. Dista dez centímetros da parede em uma das extremidades, passa pelo ponto de luz, a partir do qual se diagonaliza e chega à uma viga, desce até a metade da mesma, dos dois lados da viga, e avança pelo teto até o ponto de luz de um pequeno corredor que dá acesso ao jardim de inverno, sem que a outra extremidade da rachadura toque parede alguma. Nesse corredor a rachadura mede dois metros.

    Na cozinha, a rachadura é diagonal e também imperceptível quase. Fica dez centímetros da parede em uma das extremidade. E mede um metro até o ponto de luz.

    No outro quarto há duas rachaduras diagonais no teto e entre si. Sendo que a maior tem três metros, ou seja, todo o teto, mas que na verdade é composta de três partes, duas de cerca de um metro e quarenta cada, e uma menor (no meio do teto) com dez centímetros de comprimento, que fica entre as duas maiores. Essas três partes não se ligam. A extremidade dessa rachadura composta de três partes tem contato com a parede, passa ao lado do ponto de luz, a partir do qual segue até a parede da janela. A outra rachadura no teto deste mesmo cômodo é em ângulo com o canto da parede. Tem dez centímetros de extensão até se ligar a parede da janela, a partir da qual segue coincidente à junção teto/parede por aproximadamente cinquenta centímetros.

    No meio da quina de uma das paredes do corredor que dá acesso aos quartos e banheiro, há uma trinca de cerca de quatro milímetros em seu ponto mais largo. Seu tamanho é cinquenta centímetros, e se interrompe à dez centímetros do piso.

    Tudo considerado, dentre em breve uma construtora irá levantar três prédios com mais de dez andares e um estacionamento subterrâneo bem em frente ao meu edifício (coisa de 10 metros). A empresa responsável pela obra contatou alguns imóveis próximos para o que ela chamou de vistoria amigável, dizendo que se não fosse permita tal vistoria, ela não poderia se responsabilizar por danos futuros.

    Em sua opinião, Mari, há risco iminente? Caso afirmativo, saberia me dizer se a responsabilidade dessa obra é minha ou do condomínio? Se os reparos forem de meu encargo, e não tiver recursos para tal, poderei ser obrigado a vender meu apartamento para custear os reparos cabíveis? Caso a defesa civil verifique o risco, eu serei obrigado a sair do imóvel? E essa tal empresa pode mesmo se eximir de quaisquer danos que a construção dela por ventura possa, de alguma forma, causar ao meu imóvel, caso ela detecte essas rachaduras atuais antes do empreendimento dela começar?

    Desculpe tantas dúvidas. Se puder me ajudar nessas questões, lhe agradeço muito, muito mesmo desde já.

    Um abraço.

    Roberto Silva.

    • arquiteta disse:

      Olá Roberto, realmente complicado seu caso.Estas rachaduras estão iguais a mais de 20 anos?Seu andar é o ultimo?Foi feito reforma nos de cima?Existem muitas variantes para analisar.Você deverá sem dúvida permitir a vistoria amigável e analisar o que eles colocarão no relatório.10 metros é uma distancia muito pequena e estas grandes obras mexem sim com a estrutura dos vizinhos.Sugiro conversar com os demais condominos para saber do estado das unidades e se for o caso se juntarem para terem certeza que o relatório está condizente.

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório







Voltar ao topo